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Produtos da Venezuela disputam mercado com versões importadas

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O que restou do setor manufatureiro da Venezuela sobreviveu a expropriações do governo, apagões frequentes, colapso da moeda e escassez de equipamentos. Mas agora há outra ameaça: a concorrência de versões importadas dos produtos das próprias empresas.

Lojas na Venezuela estocam biscoitos Oreo ao lado da versão produzida localmente. A maionese da Kraft Heinz é importada do Brasil e dos Estados Unidos, embora a empresa também fabrique o produto na cidade de Valência. Sacos da marca de ração americana Purina competem com o mesmo produto da fábrica da Nestlé em Aragua.

As importações, que são isentas de tarifas alfandegárias e impostos sobre valor agregado, podem ser até 40% mais baratas do que a versão produzida localmente, mesmo depois de incluídos os custos de envio. Fábricas locais simplesmente não conseguem competir devido à dificuldade em fazer negócios na Venezuela.

A situação faz parte da natureza do capitalismo em Caracas, onde o presidente Nicolás Maduro incentiva o uso de dólares e relaxa os controles de preços para reativar uma economia devastada pela hiperinflação, sanções e anos de má administração.

Permitir a importação com isenção de impostos para cerca de 2.500 itens tinha como objetivo ajudar a diminuir a escassez. E, embora haja sinais de que o governo Maduro começa a reconhecer os problemas das fábricas nacionais, há também uma florescente indústria para pequenas empresas que compram de intermediários estrangeiros e depois revendem os produtos aos varejistas.

“O governo disse que a prioridade é a indústria local, mas o que estão fazendo agora é subsidiar as economias estrangeiras”, disse Luigi Pisella, presidente da Conindustria, grupo que representa os fabricantes. Ele afirma que as importações estão entre os maiores desafios de seus associados.

Entre 2017 e 2020, o número de fabricantes no país encolheu 44% e mais de 1.600 fábricas fecharam em meio a uma das piores crises econômicas da história moderna. Empresas como Kimberly-Clark, Kellogg, Cargill, Pirelli e Goodyear deixaram o país nos últimos cinco anos.

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©2021 Bloomberg L.P.

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