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Produtores rurais fazem tratoraço em Buenos Aires em protesto contra o governo

·2 min de leitura

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Produtores rurais foram de trator à praça de Maio, no centro de Buenos Aires, neste sábado (23), para reclamar contra as intenções do governo de aumentar os impostos para a exportação e contra a política econômica em geral.

Munidos de bandeiras da Argentina e cartazes contra o governo, produtores e trabalhadores gritaram palavras de ordem contra as medidas para o campo e para tentar debelar a inflação, que não vêm apresentando resultados. Os alimentos tiveram um aumento de 7,8% no mês passado, e a inflação anual está em 50%.

Centenas de pessoas a pé, não diretamente vinculadas ao campo, se juntaram ao protesto, que reuniu milhares de pessoas.

Os produtores reclamam das taxas para a exportação já existentes, das ameaças do governo de interromper exportações de alguns produtos --como o trigo e a carne-- para "combater a inflação interna" e "garantir o abastecimento do mercado interno" e da dualidade cambiária.

Na verdade, a Argentina hoje possui sete cotações diferentes para o dólar, e quem quer importar-exportar deve trabalhar com a cotação oficial, enquanto os preços aumentam no paralelo. Além disso, contabilizam 170 diferentes impostos nas mais variadas atividades produtivas ligadas à exportação.

Em seus pronunciamentos mais recentes, o presidente Alberto Fernández tem dito que que o país está "em guerra contra a inflação". Na prática, tem aumentado políticas protecionistas que não vêm conseguindo conter os preços.

Um dos cartazes dizia: "Um país com menos impostos, é só gastar menos e dedicar-se a outra coisa".

A gota d'água para o protesto ocorreu nos últimos dias quando o governo aumentou em dois pontos percentuais o DEX (direitos de exportação) da farinha e do azeite de soja, para equipará-los aos 33% da taxa que paga o grão.

O ministro da Economia, Martín Guzmán, afirmou que, por ora, não há planos de aumentos do DEX (também chamados de retenções) para o trigo e o milho. Mas os rumores de que nem mesmo ele tem assento garantido no posto trazem ainda mais desconfiança ao mercado.

O atual secretario de Comércio Interior, Roberto Feletti, autor dos planos de congelamento de preços vigentes hoje no país, pediu ao governo que houvesse aumento dos direitos de exportação do trigo e do milho. A tensão interna entre eles deve seguir nos próximos dias.

Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, devido ao aumento dos custos de produção, a área dedicada ao cultivo de trigo, neste ano, será entre 3% e 5% menor.

Uma das grandes bandeiras que se viam na praça dizia: "Não viemos pedir que nos ajudem, mas que saiam de cima de nós". Outra: "Não estamos dispostos a continuar financiando a corda com a qual estão nos enforcando".

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