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Produtores discutem o mundo de The Last of Us Part II em novo vídeo

Felipe Demartini

A Sony liberou nesta semana o último diário de desenvolvimento de The Last of Us Part II, antecipando o lançamento do game que acontece no dia 19 de junho. No vídeo, o diretor criativo da Naughty Dog, Neil Druckmann, aparece ao lado de outros desenvolvedores para falar sobre os diferentes aspectos do mundo desta sequência, comentando alguns dos aspectos relacionados aos ambientes, oponentes e o tema do game.

De acordo com Kurt Margenau, que divide a direção do game com Druckmann, o mundo de The Last of Us Part II é maior “em todos os sentidos”. Ele se refere não apenas ao espaço físico, com mais exploração e elementos, como vimos na mais recente edição do State of Play, mas também em escala. As decisões se tornaram mais difíceis, os caminhos mais tortuosos e a experiência de sobrevivência mais complicada na medida em que Ellie encontra novos desafios e oponentes cada vez mais poderosos.

Halley Gross, diretora de narrativa do game, destaca elementos como a verticalidade e o design dos cenários como um acessório a tudo isso. A ideia, segundo ela, é passar a ideia de hostilidade não apenas pelos infectados e soldados inimigos em si, mas também pelo clima e pelos ambientes, entregando ao jogador a sensação de que ele não sabe o que está adiante nem consegue planejar suas próximas ações, enquanto o perigo está sempre à espreita.

A cidade de Jackson, entretanto, é o outro lado dessa história. Um lugar que já conhecemos no primeiro game e, agora, virou um refúgio tranquilo para os sobreviventes, que cuidam de suas famílias e tentam tocar suas vidas. O sossego, claro, não dura muito tempo, já que a história de vingança de Ellie rapidamente assume posição central no game e a tira de sua zona de conforto.

Ao mesmo tempo, essa paz também representa um aspecto central para os protagonistas, pois é exatamente o que eles podem perder caso tomem decisões erradas ou se arrisquem demais. A ideia, segundo o codiretor de The Last of Us Part II, Anthony Newman, é mostrar ao jogador que as coisas que ele toma como garantidas, hoje, podem se despedaçar rapidamente, e o quanto são preciosas.

Já Seattle é citada pelos desenvolvedores como uma zona de guerra, onde o combate por controle entre os milicianos da Frente de Liberação de Washington e os cultistas religiosos Serafitas acontece constantemente, em meio a hordas de infectados e locais fechados que escondem dezenas deles. Tudo é perigoso, afinal de contas, como Druckmann pontua, quem não é uma ameaça não consegue sobreviver nesse mundo.

Os novos tipos de infectados também servem como uma forma de mudar as coisas. Um destaque, por exemplo, é o Shambler, um tipo de contaminado capaz de emitir nuvens de ácido e que possui carapaças protetoras que o tornam mais forte a disparos e muito mais difícil de se derrubar. Ainda assim, os desenvolvedores deixam claro que mesmo os monstros comuns não devem ser subestimados, já que tanto em grandes números quanto em pequenas quantidades, são perigosos e podem surpreender.

O Canaltech já está jogando The Last of Us Part II e, nesta semana, publicou uma prévia com algumas impressões do título. A análise final, sem spoilers, será publicada na próxima sexta-feira, 12 de junho.

Fonte: Canaltech