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Produtores da Argentina e governo negociam sobre fim de veto a exportação de carne

·2 minuto de leitura
Comerciante carrega pedaço de carne em sua loja em General Pacheco, perto de Buenos Aires, na Argentina

Por Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) - Produtores de carne da Argentina continuarão negociações com o governo que visam a retirada de um veto de um mês às exportações de carne no país, anunciado em meados de maio, disse em comunicado o Conselho Agroindustrial (CAA) do país.

A suspensão, que visa conter a inflação no país, gerou críticas por parte de pecuaristas, que não concordam com a medida e em protesto paralisaram vendas de gado até quarta-feira.

Líderes do setor rural afirmam que a suspensão de vendas pode ser retomada e incluir também negociações de grãos se não houver avanço nas conversas com o governo.

Segundo o comunicado da CAA, Dardo Chiesa, coordenador da Mesa de Carnes, uma associação que representa dezenas de entidades do setor, se reuniu na noite de quarta-feira com o presidente peronista Alberto Fernandez.

"Os representantes da CAA concordaram com autoridades nacionais em aprofundar a busca por políticas de consenso de longo, médio e curto prazo para corrigir a situação e incentivar o suprimento de alimentos, atendendo tanto o mercado doméstico quanto a demanda do mercado de exportação", disse a entidade.

Segundo o grupo, Fernandez " expressou a necessidade de uma solução rápida e um entendimento sobre o suprimento doméstico antes de retirar a medida de suspensão de exportações".

O governo e o setor de carnes falam sério sobre a busca por um acordo, segundo uma fonte do gabinete presidencial com conhecimento da reunião, que falou sob a condição de anonimato devido à sensibilidade política do tema.

"Foi importante o gesto deles de pedir uma reunião para buscar o diálogo. E também o gesto do presidente, que os recebeu quase de imediato", disse a fonte. "Eles concordaram em manter as conversa e buscar uma saída para o problema."

A Argentina é o quinto maior exportador global de carnes, com a maior parte dos embarques destinada à China.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7519)) REUTERS LC

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