Produção e venda do setor químico encolhem em setembro

O ritmo de atividades da indústria química nacional apresentou retração no mês de setembro. O indicador de produção encolheu 6,90% em relação a setembro do ano passado e 10,08% em relação a agosto deste ano. Já o volume de vendas caiu 0,76% na comparação anual e 3,81% na mensal. Os dados preliminares de setembro foram publicados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Na avaliação da Abiquim, a retração é explicada por uma combinação de fatores, incluindo o enfraquecimento geral da demanda, o menor número de dias úteis do mês, em razão de feriado pelo Dia de Finados, o corte de energia na região Sudeste, que, apesar de breve, impactou negativamente empresas da região, e problemas operacionais em algumas unidades. Como reflexo, a taxa de utilização de capacidade do setor caiu de 86% em agosto para 79% no mês passado.

"A desaceleração da economia mundial, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, os problemas no Japão e o menor ritmo de crescimento na China trouxeram impactos ao desempenho da economia brasileira, que, neste ano, terá um crescimento muito aquém do que se previa ao final do ano passado. Nesse cenário, a indústria química tem sentido fortemente os reflexos da desaceleração pelo fato de ser fornecedora de praticamente todas as cadeias industriais", destaca a diretora técnica de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna.

Apesar da queda dos indicadores em setembro, o resultado da indústria química no acumulado do terceiro trimestre foi positivo e atingiu patamares recordes, segundo a Abiquim. O indicador de produção cresceu 2,05% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e 5,90% na comparação com o segundo trimestre deste ano. Já o indicador de vendas domésticas cresceu 3,35% ante o mesmo intervalo de 2011 e 11,96% em relação ao segundo trimestre.

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