Mercado abrirá em 4 h 13 min
  • BOVESPA

    121.801,21
    -1.775,35 (-1,44%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.195,43
    -438,48 (-0,85%)
     
  • PETROLEO CRU

    67,79
    -0,36 (-0,53%)
     
  • OURO

    1.811,30
    -3,20 (-0,18%)
     
  • BTC-USD

    38.778,72
    +1.107,89 (+2,94%)
     
  • CMC Crypto 200

    960,92
    +34,16 (+3,69%)
     
  • S&P500

    4.402,66
    -20,49 (-0,46%)
     
  • DOW JONES

    34.792,67
    -323,73 (-0,92%)
     
  • FTSE

    7.123,27
    -0,59 (-0,01%)
     
  • HANG SENG

    26.204,69
    -221,86 (-0,84%)
     
  • NIKKEI

    27.728,12
    +144,04 (+0,52%)
     
  • NASDAQ

    15.090,75
    +17,25 (+0,11%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1463
    +0,0280 (+0,46%)
     

Produção de trigo no Brasil pode crescer 30% em 2020, diz Safras

·2 minuto de leitura
.

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de trigo pode avançar cerca de 30% na temporada de 2020, para 6,6 milhões de toneladas, estimou nesta sexta-feira a consultoria Safras & Mercado, considerando uma base pequena para comparação devido a problemas climáticos ocorridos na safra passada.

Ainda assim, o número supera a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta colheita de 5,7 milhões de toneladas do cereal no país neste ano.

Segundo o analista da Safras & Mercado Jonathan Staudt, houve seca no Paraná e no Rio Grande do Sul no período em que os produtores pretendiam dar início ao plantio da cultura e isto gerou atrasos na semeadura que se refletem até os dias atuais.

"O plantio em ambos (os Estados) está atrasado. Atualmente, Paraná está com 82% da área semeada e Rio Grande do Sul com 43%. No mesmo período do ano passado eram 87% e 55%, respectivamente", disse o analista em videoconferência.

A postergação nos trabalhos ainda não traz grande preocupação para as estimativas de produção, porém podem movimentar os preços internos do cereal e alterar o calendário de abastecimento.

"O atraso no Rio Grande do Sul preocupa um pouco mais, mas mesmo assim a perspectiva de colheita é otimista para os dois maiores Estados produtores."

Enquanto isso, o mercado segue abastecido pelas importações. De agosto do ano passado a maio deste ano, o país importou 5,7 milhões de toneladas de trigo para abastecer os moinhos brasileiros, afirmou Staudt.

Entre agosto de 2020 e julho de 2021, as compras externas do cereal estão estimadas pela consultoria em 6,7 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno supera 12 milhões de toneladas.

"O câmbio acima de 5 reais torna os custos elevados para a indústria de trigo, devido à paridade de preços com a importação e complica para moinhos menores. Há relatos de moinhos que suspenderam as atividades", disse o analista.

Neste cenário, a indústria vem repassando os preços mais elevados com a matéria-prima e, de acordo com Staudt, até meados de agosto e setembro as cotações do cereal tendem a seguir em alta.

"Enquanto o câmbio estiver alto e as paridades de importação continuarem nesse patamar, a indústria vai continuar repassando a despesa ao consumidor final."

(Por Nayara Figueiredo; edição de Roberto Samora e Luciano Costa)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos