Mercado fechado
  • BOVESPA

    120.933,78
    -180,15 (-0,15%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.072,62
    -654,36 (-1,34%)
     
  • PETROLEO CRU

    63,50
    +0,12 (+0,19%)
     
  • OURO

    1.770,80
    +0,20 (+0,01%)
     
  • BTC-USD

    54.831,34
    -1.538,03 (-2,73%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.225,98
    -72,98 (-5,62%)
     
  • S&P500

    4.163,26
    -22,21 (-0,53%)
     
  • DOW JONES

    34.077,63
    -123,04 (-0,36%)
     
  • FTSE

    7.000,08
    -19,45 (-0,28%)
     
  • HANG SENG

    29.106,15
    +136,44 (+0,47%)
     
  • NIKKEI

    29.159,73
    -525,64 (-1,77%)
     
  • NASDAQ

    13.920,25
    +23,00 (+0,17%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6783
    +0,0026 (+0,04%)
     

Produção de ração animal deve desacelerar e crescer 2,3% em 2021, diz Sindirações

·2 minuto de leitura
Criação de porcos em Carambeí (PR)

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de ração animal do Brasil deverá crescer cerca de 2,3% neste ano, estimou nesta segunda-feira o Sindirações, sindicato que representa a indústria do setor, ao pontuar uma desaceleração após a alta de 5% ocorrida em 2020, quando a produção atingiu 81,5 milhões de toneladas.

"A expectativa para 2021... é bem mais cautelosa", afirmou em nota o sindicato, que vê a produção total em 83,4 milhões de toneladas. "O Sindirações não descarta a possibilidade de uma guinada na produção, assim como ocorreu em 2020, mas com projeção de crescimento mais conservadora (até o momento)", acrescentou.

Dentre os fatores que motivaram uma projeção mais modesta para a produção deste ano, a entidade citou o cenário macroeconômico, a desvalorização do real, o alto preço do milho e da soja e a disputa por matéria-prima -- visto que os grãos são utilizados na ração animal e alimentação humana, produção de etanol, biodiesel e exportações.

O sindicato ainda destacou que desemprego e redução da renda das famílias, combinados ao avanço da pandemia da Covid-19, "eliminam a convicção otimista da rápida recuperação econômica e devem reduzir o desempenho registrado no ano passado".

A indústria de rações está relacionada à produção de carnes e, embora as exportações de proteína animal estejam com demanda aquecida, cerca de 70% das carnes processadas no Brasil ficam no mercado interno.

"A firme demanda atual por alimentos, principalmente da China, e as hipotéticas adversidades climáticas --no Brasil, Argentina e Estados Unidos-- podem ser capazes de manter os preços nesses patamares elevados por um bom tempo", disse o sindicato sobre fundamentos de alta para as cotações dos grãos.

No segmento de frangos de corte, o Sindirações afirmou que o elevado patamar de preços do milho e farelo de soja demonstra resiliência e pode limitar em 1% o avanço da demanda por rações ao longo de 2021, para 34,6 milhões de toneladas.

Ao todo, a área de aves pode crescer 1,2%, para 41,8 milhões de toneladas. A fabricação de rações para suínos está estimada em alta de 3%, para 19,3 milhões, enquanto o alimento para bovinos avançará em 3,2%, para 12,3 milhões de toneladas.

(Por Nayara Figueiredo)