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Produção de petróleo cai em setembro ante agosto, mas tem alta anual, diz ANP

Alessandra Saraiva

Volume foi de 2,927 milhões de barris ao dia, recuo de 2,1% em relação ao mês anterior e aumento de 17,8% na comparação com setembro de 2018 A produção de petróleo no Brasil caiu 2,1% em setembro ante agosto, para 2,927 milhões de barris ao dia, informou nesta terça-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na comparação com setembro de 2018, no entanto, houve aumento de 17,8% na produção de petróleo.

Segundo o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural referente a setembro, o volume de gás natural foi de 129 milhões de metros cúbicos por dia (MMm3/d), uma redução de 3,4% em relação ao mês anterior e um aumento de 14,1% na comparação com setembro de 2018.

A ANP informou que o principal motivo para a queda na produção em setembro contra agosto foi a parada programada da unidade flutuante de produção FPSO Pioneiro de Libra, no campo de Mero, no bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

Essa produção de petróleo e gás conduziu a um total de 3,738 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboe/d). A ANP detalhou que os campos de Lula, Búzios e Sapinhoá, todos no pré-sal da Bacia de Santos, produziram 1,924 MMboe/d, o que corresponde a cerca de 51,5% da produção brasileira no mês.

Ao falar sobre o pré-sal, a ANP informou que a produção nesse nicho, de 110 poços, foi de 1,827 MMbbl/d de petróleo e 73,3 MMm³/d de gás natural, totalizando 2,289 MMboe/d.

Ao se comparar com desempenhos anteriores, a agência informou que, no pré-sal, houve redução de 5,7% em relação ao mês anterior e aumento de 28,3% se comparada ao mesmo mês de 2018.

A produção do pré-sal correspondeu a 61,2% do total produzido no Brasil em setembro, acrescentou a ANP.

Ainda de acordo com dados do boletim, em setembro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,5%, sendo que foram disponibilizados ao mercado 67,1 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,275 MMm³/d, uma redução de 1,4% se comparada a agosto e aumento de 5,2% ante setembro de 2018.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o que mais produziu petróleo, com média de 962 MMbbl/d em setembro. Também foi o maior produtor de gás natural: média de 39,7 MMm3/d.

Em setembro, 293 áreas concedidas - sendo duas de cessão onerosa e cinco de partilha -, operadas por 34 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 71 são marítimas e 229, terrestres.