Mercado abrirá em 12 mins
  • BOVESPA

    95.368,76
    -4.236,78 (-4,25%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    37.393,71
    -607,60 (-1,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    35,92
    -1,47 (-3,93%)
     
  • OURO

    1.876,10
    -3,10 (-0,16%)
     
  • BTC-USD

    13.116,06
    -47,33 (-0,36%)
     
  • CMC Crypto 200

    259,41
    -13,28 (-4,87%)
     
  • S&P500

    3.271,03
    -119,65 (-3,53%)
     
  • DOW JONES

    26.519,95
    -943,24 (-3,43%)
     
  • FTSE

    5.588,15
    +5,35 (+0,10%)
     
  • HANG SENG

    24.586,60
    -122,20 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    23.331,94
    -86,57 (-0,37%)
     
  • NASDAQ

    11.203,00
    +70,25 (+0,63%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7122
    -0,0222 (-0,33%)
     

Produção industrial se recupera em 6 estados

DIEGO GARCIA
·3 minutos de leitura
*ARQUIVO* MANAUS, AM.05.08.2018 - Linha de montagem de motos na fábrica da Honda na Zona Franca de Manaus. Produção industrial se recupera em 6 estados. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)
*ARQUIVO* MANAUS, AM.05.08.2018 - Linha de montagem de motos na fábrica da Honda na Zona Franca de Manaus. Produção industrial se recupera em 6 estados. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A flexibilização do isolamento social fez com que seis estados do Brasil já conseguissem recuperar a produção industrial e retornarem ao patamar pré-pandemia, informou nesta quinta-feira (8) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Amazonas, Pará, Ceará, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco já estão acima do nível apresentado em fevereiro, antes da Covid-19 chegar ao país e iniciar processo de isolamento social que fechou estabelecimentos em todo o país e paralisou a economia.

E a recuperação nesses locais está justamente ligada à flexibilização das medidas preventivas contra o novo coronavírus, segundo o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

"A pesquisa reflete, em grande medida, a ampliação do movimento de retorno à produção de unidades produtivas, após paralisações e interrupções por conta da pandemia", analisou.

Em agosto, na comparação com julho, 12 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram alta. O Pará teve a maior alta na produção em agosto, com 9,8%. É a terceira taxa positiva consecutiva do estado, com ganho de 18,2% no período, influenciado pelo desempenho de extração minerla, que representa 88% da produção industrial paraense.

Já São Paulo teve aumento de 4,8% em agosto, impulsionado pelo setor de veículos, além do segmento de máquinas e equipamentos. Apesar da quarta taxa positiva consecutiva, com alta de 39,8% acumulada, porém, o estado paulista ainda está 0,6% abaixo do período pré-pandemia.

O Rio de Janeiro, por sua vez, apresentou alta de 3,3% em agosto, puxado pelos setores de derivados do petróleo e metalurgia. O Rio acumula alta de 19,1% nos últimos quatro meses, mas ainda está 0,1% atrás do que produzia até fevereiro.

Os demais locais com taxas positivas em agosto foram Santa Catarina (6,0%), Ceará (5,7%), Rio Grande do Sul (5,2%), Amazonas (4,9%), região Nordeste (3,0%), Paraná (2,9%), Mato Grosso (2,6%), Goiás (1,2%) e Bahia (0,9%).

Em contrapartida, as maiores quedas ficaram nos estados de Pernambuco (-3,9%), pelo resultado negativo no setor de bebidas, Espírito Santo (-2,7%) e Minas Gerais (-0,4%).

Em agosto, a produção industrial brasileira emendou o quarto mês seguido de alta após tombo recorde causada pela pandemia da Covid-19 no Brasil, mas ainda não conseguiu recuperar as perdas do pior período da crise.

O crescimento foi de 3,2% em comparação com o mês anterior, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos quatro meses de recuperação, o setor ainda não compensou a perda de 27% entre março e abril, quando a pandemia atingiu o país e levou ao fechamento de comércio, bares, restaurantes e shoppings, a fim de promover o isolamento social para conter o avanço do coronavírus.

No pico da Covid-19, com tombos de 9,1% em março e 18,8% em abril, a produção industrial brasileira atingiu o pior patamar da história. Diante desse cenário, o setor ainda continua 2,6% abaixo do nível de fevereiro, período pré-pandemia. No acumulado do ano, a indústria brasileira recuou 8,6%.

O gerente do IBGE André Macedo vê o setor em recuperação, mas ainda com partes de sua produção a serem resgatadas. "Há uma manutenção de certo comportamento positivo do setor industrial nos últimos meses. É um avanço bem consistente e disseminado entre as categorias", apontou.