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Produção industrial encolhe 4,5% em 2020, pior queda desde 2016

DIEGO GARCIA
·2 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A produção industrial brasileira encolheu 4,5% em 2020, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O desempenho é o pior desde 2016, quando houve recuo de 6,4%. O resultado intensificou as perdas ocorridas em 2019, quando a indústria retraiu 1,1%. Considerando apenas dezembro, o resultado foi positivo em 0,9%, registrando o oitavo mês consecutivo de alta. Os dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo instituto ainda mostram que a produção industrial cresceu 3,4% em comparação ao patamar pré-pandemia. Mesmo assim, não foi o suficiente para fechar o ano com alta no setor. De acordo com o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, a produção industrial apresentou regularidade de crescimento nos últimos meses, com perfil generalizado de expansão. Três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 26 ramos pesquisados tiveram alta nos números de dezembro em comparação com novembro. O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias cresceu 1.308,1% desde abril, eliminando a perda de 92,3% de março e abril, quando o país fechou fábricas para conter o avanço da Covid-19 por meio de isolamento social. O desempenho do setor em dezembro contribuiu também para a alta da metalurgia, que cresceu 19%, sexta taxa positiva seguida, acumulando alta de 58,6% desde julho. Esse segmento atua bastante na produção da indústria automobilística. Apesar disso, o segmento de veículos foi a maior influência negativa no acumulado de 2020 contra 2019, com queda de 28,1%. A metalurgia também marcou retração, de 7,2%. Também cresceram em dezembro máquinas e equipamentos (6,0%), produtos têxteis (15,4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,5%), produtos de borracha e de material plástico (4,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,7%) e produtos de metal (2,9%). Por outro lado, recuaram os segmentos de produtos alimentícios (-4,4%), bebidas (-8,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%).