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Produção industrial cresce 3,2% em agosto, aponta IBGE

Bruno Villas Bôas
·3 minutos de leitura

Ante agosto de 2019, no entanto, indústria apresentou queda, de 2,7% Depois do choque inicial da pandemia, a indústria brasileira completou em agosto seu quarto mês consecutivo de crescimento. A produção avançou 3,2% frente a julho, pela série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado da produção do mês ficou abaixo da mediana das projeções de instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de alta de 4%. O intervalo das estimativas ia de 1, 3% a 7% de aumento. As perdas da indústria foram concentradas nos meses de março (-9,3%) e abril (-19,5%). A partir de maio, a recuperação foi iniciada com alta de 8,7%. O setor cresceu ainda nos meses de junho (+9,7%) e julho (+8,3%, revisada de +8 anteriormente divulgada). Mesmo após quatro meses de recuperação, a produção do setor ainda não zerou as perdas do choque inicial das medidas de isolamento social. Dados da pesquisa do IBGE mostram que o setor opera 2,7% abaixo de agosto de 2019. E acumula baixa de 8,6% no ano e de 5,7% em 12 meses. Dado Galdieri/Bloomberg Categorias Os bens duráveis e de capital foram, novamente, os destaques da recuperação da indústria entre as grandes categorias econômicas no mês de agosto. Com mais medidas de flexibilização do isolamento social, a produção de bens duráveis cresceu 18,5% de julho para agosto. Perante um ano antes, houve baixa, de 7,7%. As medidas de isolamento para enfrentamento da pandemia provocaram paralisação de fábricas em março e abril. Férias coletivas foram concedidas, houve redução de jornada de trabalho e outras medidas. Desde maio o setor vem em processo de recuperação. Já a produção de bens de capital avançou 2,4% na passagem de julho para agosto. Quando comparado a agosto de 2019, a categoria mostra queda de 16,9%, a maior entre as grandes atividades. No caso de bens de consumo semiduráveis e os não duráveis, a produção cresceu apenas 0,6% em agosto, frente ao mês anterior. Essa categoria ainda recua 7% frente a agosto do ano passado. Já os bens intermediários (usados para produção de outros bens) cresceu 2,3% em agosto, frente a julho. De maior peso na pesquisa industrial do IBGE, o segmento teve elevação de 1,9% frente a agosto de 2019. Atividades Automóveis, derivados de petróleo e o setor extrativo foram os principais destaques em agosto entre as atividades acompanhadas pelo IBGE. Das 26 atividades industriais pesquisadas, 16 tiveram aumento de produção na comparação ao mês anterior. Entre as atividades, a influência positiva mais relevante foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançou 19,2% em agosto, frente a julho, impulsionada pela continuidade do retorno à produção após a interrupção decorrente da pandemia. A produção de veículos automotores acumula expansão de 901,6% em quatro meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda está 22,4% abaixo do patamar de fevereiro último. Outras contribuições positivas relevantes vieram da produção de derivados do petróleo e biocombustíveis (3,9%), da indústrias extrativas (2,6%), de produtos de borracha e de material plástico (5,8%), entre outros. No campo negativo, entre os dez ramos que apontaram redução na produção, estão produtos como farmoquímicos e farmacêuticos (-9,7%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-9,7%), por exemplo.