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Produção industrial cresce 0,9% no primeiro mês de 2020, aponta IBGE

Bruno Villas Bôas

Resultado interrompe dois meses de queda do setor, período em que acumulou baixa de 2,4% A indústria brasileira produziu 0,9% a mais em janeiro, na comparação ao mês anterior, pela série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Alberto Cesar Araújo/Valor

O resultado interrompe dois meses de queda do setor, período em que acumulou baixa de 2,4%. A produção havia recuado 1,6% em novembro de 2019 e 0,8% em dezembro daquele mesmo ano — o dado foi revisado de queda de 0,7% anteriormente divulgada.

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A leitura de janeiro foi melhor do que a mediana das projeções de analistas ouvidos pelo Valor Data, que previam alta de 0,7% no primeiro mês do ano. O intervalo ia de alta de 0,1% a 1,9%.

Na comparação a janeiro de 2019, a produção mostrou baixa de 0,9%. Desta forma, o setor passou a acumular recuo de 1% em 12 meses.

Na comparação com dezembro, o crescimento da indústria brasileira em janeiro foi disseminado por 17 das 24 atividades acompanhadas, e liderado pela produção de máquinas e equipamentos e de veículos automotores.

A produção de máquinas e equipamentos avançou 11,5% frente a dezembro, na maior contribuição positiva para a alta do mês. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, o setor havia registrado baixa de 9,1% em dezembro, frente a novembro. “Uma base de comparação depreciada ajuda a explicar a alta neste mês, assim como o espalhamento de taxas positivas na pesquisa”, disse ele.

Da mesma forma, a produção de veículos automotores cresceu 4% em janeiro, frente a dezembro, na série com ajuste sazonal. O resultado também reverte parte das perdas de 5% do setor em dezembro. Com estoques elevados, montadoras deram mais férias coletivas no fim do ano passado.

“Com a retomada da produção, tem crescimento natural por conta das perdas mais intensas observadas nos últimos dois meses do ano passado”, explica Macedo.

Outras contribuições positivas importantes para o mês vieram das atividades metalurgia (+6,1%), produtos alimentícios (+1,6%) e derivados do petróleo e biocombustíveis (+2,3%). Neste último caso, o resultado foi explicado pelo produção dos biocombustíveis, e não pela atividade de petróleo.