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Produção industrial cai em 11 de 15 locais em novembro, mostra IBGE

Bruno Villas Bôas

No total nacional, a produção industrial recuou 1,2% de outubro para novembro Onze de 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram queda na produção industrial em novembro, na comparação a outubro, mostrando que o fraco resultado do setor no mês foi disseminado pelo país.

Divulgação GM Brasil

No total nacional, a produção industrial recuou 1,2% de outubro para novembro, conforme dados divulgados pelo IBGE na semana passada. Nesta terça-feira, o IBGE detalha esse resultado aberto por regiões acompanhadas.

As quedas mais intensas de produção ocorreram nas indústrias de Paraná, (-8,0%), Espírito Santo (-4,9%), Pernambuco (-4,1%) e Bahia (-3,5%). Também recuaram Minas Gerais (-3,4%), São Paulo (-2,6%), Goiás (-2,1%), Pará (-1,8%), Rio Grande do Sul (-1,5%), Nordeste (-1,0%) e Santa Catarina (-0,5%).

Por outro lado, Rio de Janeiro (3,7%), Ceará (3,4%) e Mato Grosso (2,7%) apontaram os avanços nesse mês.

Quando comparado a novembro de 2018, dez dos 15 locais pesquisados apresentaram queda da produção. Por essa base, a indústria nacional apresentou queda de 1,7% em novembro.

Por essa comparação a novembro de 20218, as maiores quedas ocorreram no Paraná (-8,0%), Espírito Santo (-4,9%) e Pernambuco (-4,1%).

São Paulo gerou o maior impacto negativo

O parque fabril do Estado de São Paulo produziu menos de bens industriais em novembro, pressionado sobretudo pela menor produção de açúcar e veículos. Dados da pesquisa do IBGE mostram que a perda de ritmo de São Paulo foi mais intensa do que a média nacional.

Responsável por 34% da produção de bens industriais no país, o desempenho de São Paulo gerou o maior impacto negativo para o resultado total nacional em novembro, frente a outubro.

Bernardo Almeida, analista responsável pelo pesquisa no IBGE, diz que a queda na produção de açúcar ocorreu após uma alta inesperada do mês anterior. “A redução da produção de veículos também pesou, especialmente automóveis, devido ao período de férias coletivas, após a antecipação de produção em outubro”, explica o analista.

Setor de petróleo ajuda o Rio de Janeiro

O forte desempenho do setor de petróleo pode ter levado a indústria do Rio de Janeiro a seu terceiro ano consecutivo de crescimento em 2019, sinalizam dados da pesquisa do IBGE.

A indústria extrativa (petróleo e gás) cresceu 13,5% no Estado do Rio entre janeiro e novembro de 2019, frente ao mesmo período de 2018, o ritmo mais forte desde 2005, quando registrou alta de 15,2%. Naquele ano, a Petrobras bateu recorde de produção no embalo da bandeira da auto-suficiência de petróleo.

Dessa forma, a produção industrial total fluminense registra alta de 2% no acumulado de 2019 até novembro. No mesmo período, a produção de São Paulo cresce apenas 0,3%. Se confirmado o avanço do Rio, ele completará três anos em alta, após aumento em 2017 (+4,3%) e 2018 (+2,2%).

Isso não significa, porém, que toda a indústria fluminense vai bem. O ritmo acelerado do petróleo esconde números ruins da indústria de transformação, que recua 3,4% em 2019 até novembro, com destaques negativos para produtos químicos (-13,1%) e farmacêuticos (-20,8%).