Produção automotiva argentina encolheu 8% em 2012

As montadoras instaladas na Argentina encerraram 2012 com um volume de veículos produzidos muito inferior às expectativas feitas no início do ano. Em janeiro passado, o setor estava otimista e esperava bater novo recorde, com a marca de 900 mil automóveis produzidos. No entanto, dados preliminares da Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (Adefa) publicados pelo jornal portenho Perfil sustentam que a produção no período foi de 760 mil veículos.

Isso indicaria uma queda de 8% em relação à marca histórica de 2011, de 828.771 unidades. Segundo as fontes citadas pelo Perfil, dezembro teve uma produção de "pouco mais de 50 mil automóveis". A expectativa do setor é de que 2013 seja um ano melhor. A aposta está centrada na recuperação do mercado brasileiro, para onde é destinada metade da produção automotiva argentina. Outro fator que gera otimismo é a reabertura do mercado mexicano para os veículos fabricados no país vizinho.

Além disso, no primeiro semestre do ano, negociadores brasileiros e argentinos definirão os parâmetros do novo regime automotivo bilateral. Os argentinos, tal como tem feito desde o ano 2000, quando governava o então presidente Fernando De la Rúa, esperam tirar proveito e serem beneficiados com a renovação do acordo. Na época, a negociadora era a secretária de Indústria, Débora Giorgi. Atualmente ela é a ministra da Indústria.

Altos e baixos

Ao longo da última década a indústria automotiva argentina passou por uma série nunca antes registrada de altos e baixos. O setor oscilou da pior crise econômica da história do país a recordes de vendas e produção. Em 1998 a Argentina atingia a marca recorde de produção de 455 mil veículos. No entanto, a recessão iniciada no final daquele ano reduziu gradualmente o número de unidades produzidas.

Em 2001, a pior crise financeira, social e econômica já enfrentada pela Argentina agravou a situação do setor automotivo de forma drástica. Em 2002, com a economia enfraquecida, a produção despencou para 94 mil unidades, a pior marca do setor desde 1960. No entanto, rapidamente, a partir de 2003 o setor reativou-se, transformando-se na locomotiva da recuperação econômica do país e na menina dos olhos do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) e da atual presidente Cristina Kirchner.

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