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Produção de açúcar do centro-sul salta 60% na 2ª metade de setembro

Por Luciano Costa e Marcelo Teixeira
·2 minutos de leitura
Colheita de cana-de-açúcar em Pradópolis (SP)
Colheita de cana-de-açúcar em Pradópolis (SP)

Por Luciano Costa e Marcelo Teixeira

SÃO PAULO/NOVA YORK (Reuters) - A produção de açúcar e as exportações de etanol do Brasil tiveram firmes altas em setembro, com as usinas entrando nas últimas semanas da atual temporada, mas o tempo extremamente seco começou a afetar as produtividades da cana, mostraram nesta sexta-feira dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).

No centro-sul do Brasil, a produção de açúcar na segunda quinzena de setembro atingiu 2,87 milhões de toneladas, o que representa avanço de quase 60% na comparação anual, em momento em que as usinas favorecem amplamente o adoçante em suas estratégias de produção, em detrimento do etanol.

A moagem de cana na segunda metade de setembro somou 40,22 milhões de toneladas na região, com alta de 14,26% na comparação com mesmo período da safra passada, segundo os dados da Unica.

O diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, disse que o período de estiagem favoreceu a colheita e permitiu que a moagem de cana atingisse no acumulado da safra 2020/21 um recorde de 500 milhões de toneladas, mas fez uma alerta sobre o clima.

"É importante monitorar os efeitos da seca sobre o desenvolvimento da lavoura, pois já observamos retração no rendimento de áreas que estão sendo colhidas em algumas regiões do centro-sul", afirmou ele, em nota.

Com base em dados de setembro de 90 usinas, a Unica apontou que a produtividade média atingiu 71,97 toneladas de cana por hectare, cifra 1,4% inferior à de igual período do ano passado.

"Trata-se de um índice preliminar obtido com amostra reduzida, mas já indica uma mudança no cenário observado até o momento", disse Padua. Desde o início da atual safra, em abril, os rendimentos vinham superando os verificados no ano anterior.

A Unica apontou ainda que as exportações de etanol avançaram 65% em setembro, para 331 milhões de litros, conforme as usinas se aproveitam da desvalorização do real para impulsionar as vendas ao mercado externo.