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Procuradores suíços investigam Banque Cramer por ligação com a Lava Jato

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Exterior de tribunal federal suíço em Bellinzona
Exterior de tribunal federal suíço em Bellinzona

ZURIQUE (Reuters) - Procuradores federais da Suíça disseram nesta quinta-feira que iniciaram uma investigação criminal do Banque Cramer & Cie, sediado em Genebra, parte de um inquérito de corrupção abrangente a respeito da Petrobras <PETR4.SA> e da empreiteira Odebrecht.

"O (Escritório do Procurador-Geral) suspeita de uma falta de organização interna do banco que não lhe teria permitido evitar o cometimento do crime de lavagem de dinheiro", disse a agência, confirmando uma reportagem do site Gotham City.

O Banque Cramer não quis comentar.

O Escritório do Procurador-Geral suíço disse que tem cerca de 40 processos criminais pendentes no caso Petrobras-Odebrecht, três dos quais visam instituições financeiras da Suíça.

Um ano atrás, procuradores disseram ter iniciado uma investigação do banco privado J. Safra Sarasin como parte do inquérito.

Em 2018, a agência reguladora financeira suíça Finma disse que o PKB Privatbank SA Lugano cometeu violações graves dos regulamentos contra lavagem de dinheiro em negócios ligados à Petrobras e à Odebrecht.

A Lava Jato começou em 2014 com a prisão de um doleiro e se tornou o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, envolvendo principalmente contratos da Petrobras em decorrência dos quais cerca de 200 executivos, autoridades e políticos foram condenados.

Em fevereiro, um tribunal suíço considerou um suíço-brasileiro culpado de cumplicidade em pagamento de suborno e lavagem de dinheiro, a primeira condenação do país relacionada ao inquérito.

(Por Silke Koltrowitz e Michael Shields)