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Procurador que espancou a chefe vira réu por tentativa de feminicídio

SP: Procuradora é agredida a socos por colega de trabalho (Foto: Reprodução)
SP: Procuradora é agredida a socos por colega de trabalho (Foto: Reprodução)

O procurador de Registro, em São Paulo, Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, se tornou réu por tentativa de feminicídio. Ele espancou a procuradora-chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, dentro da prefeitura.

A Justiça de São Paulo aceitou nesta terça-feira (28) a denúncia feita pelo Ministério Público do estado. A decisão é do juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara de Registro.

“O Ministério Público apresentou descrição suficiente dos fatos criminosos relacionados à ofensa à integridade corporal”, diz um trecho da decisão.

O caso

A procuradora-geral de Registro, Gabriela Samadello Monteiro de Barros foi agredida pelo homem na segunda-feira (20) dentro da Prefeitura. A mulher recebeu uma cotovelada e socos no rosto.

Uma funcionária tentou impedir o ato violento, mas foi empurrada contra a porta. Ele só parou no momento em que dois outros funcionários do setor jurídico ouviram os gritos e entraram na sala.

A violência teria sido motivada porque ela abriu um processo administrativo contra o procurador por conta de maus-tratos dele contra uma funcionária.

Por meio de nota, a gestão municipal de Registro manifestou "o mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência realizados pelo procurador municipal contra a servidora municipal mulher que exerce a função de procuradora-geral do município".

Demétrius Oliveira Macedo disse à Polícia Civil que agrediu a colega de trabalho por sofrer "assédio moral" no local de trabalho. A ação foi filmada por outra funcionária e mostra o procurador desferindo socos e chutando a colega.

A defesa do procurador que atacou a procuradora-geral de Registro, no interior de São Paulo, alegou que ele estava “privado de razão” por conta de um surto psicótico.

A declaração foi feita pelo escritório de advocacia Marco Antônio Modesto em comunicado à emissora CNN. “É evidente que os acontecimentos do último dia 20/6 ocorreram em novo episódio psicótico, provavelmente com delírio persecutório, em meio ao qual, privado da razão, o procurador lamentavelmente veio a cometer os atos de lesão corporal que merecem o absoluto repúdio da sociedade”, afirma a nota.

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