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Procurado pela polícia de Goiás, ‘Novo Lázaro’ é fã do serial killer morto em junho

·5 min de leitura

Mais uma vez, a Polícia Civil de Goiás precisa reunir esforços para tentar encontrar um assassino perigoso escondido em área de mata na zona rural. Em junho deste ano, a caçada era a Lázaro Barbosa, que fugiu após matar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia e acabou sendo morto após a maior perseguição policial da história do estado. Agora, o alvo das buscas é o caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, suspeito de matar a mulher grávida, a enteada e um fazendeiro em Corumbá de Goiás. A polícia ontem divulgou um telefone para receber denúncias e informações. Wanderson foi apelidado de “Lázaro 2.0” ou “Novo Lázaro”.

Dias antes de assassinar a esposa e a enteada, Wanderson teria mostrado admiração e se declarado seguidor do serial killer Lázaro Barbosa. Segundo o site Metrópoles, um colega de Wanderson, cujo nome não foi revelado, disse que o caseiro afirmou que era fã de Lázaro. “Disse que era seguidor do Lázaro. Eu achei estranho, mas ele considerava o maníaco um herói, e que tinha dado trabalho para a polícia de Goiás”, contou. De acordo com o portal, Wanderson, porém, não demonstrava conhecimentos sobre como sobreviver dentro da mata.

A Polícia fez buscas pelo caseiro ontem em uma chácara em que ele teria sido filmado, em Abadiânia. Após a procura, a corporação informou, porém, que o homem filmado não é o suspeito.

A família de Ranieri disse que a mãe da jovem está à base de calmantes após a morte.

— Minha esposa está arrasada. Eu que não sou pai estou sofrendo — contou o padrasto da jovem, Evandro Rocha da Costa.

O enterro de mãe e filha aconteceu ontem, em Corumbá de Goiás, sob forte comoção de amigos e parentes.

— A gente está sem entender. Por que ele fez isso com elas? A Ranieri era uma pessoa muito alegre, não tinha o que falar dela. Muito alegre mesmo com a família, muito amorosa — disse Helena Aparecida de Figueiró, tia de Ranieri.

Edseni Luz, outra tia de Ranieri, espera que Wanderson seja preso o quanto antes.

— A gente tem fé que vai acontecer justiça para não acontecer de novo com outras pessoas — pontuou.

O corpo do fazendeiro, que foi morto com um tiro na cabeça, também foi enterrado ontem, mas em Anápolis, a pouco mais de 50 km de Corumbá de Goiás. A produtora rural Simone de Jesus contou que ajudou a socorrer a vizinha, mulher do fazendeiro, após o ataque do caseiro.

Policiais da Delegacia Regional de Anápolis, Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais, Polícia Rodoviária Federal e Grupo de Investigação de Homicídios trabalham para localizar Wanderson. A força-tarefa conta com ao menos 50 policiais, um helicóptero e cães farejadores. Buscas são feitas em Corumbá de Goiás, onde aconteceu o crime, Alexânia e Abadiânia, para onde ele teria fugido em um táxi. Os três assassinatos aconteceram no fim da tarde de domingo. Segundo a Polícia Civil, primeiro, o suspeito matou a mulher dele, Rânia Aranha Figueiro, de 21 anos, e a enteada Geysa Aranha da Silva Rocha, de 2 anos e 9 meses.

Depois, furtou um revólver e matou o fazendeiro Roberto Clemente de Matos, de 73 anos, para roubar a caminhonete dele e fugir da cidade. Wanderson também tentou estuprar a mulher do fazendeiro, Cristina Nascimento Silva, mas não conseguiu, e atirou no ombro dela. Ela se fingiu de morta e esperou Wanderson fugir na caminhonete. A mulher foi socorrida por vizinhos e levada a um hospital. A caminhonete foi abandonada em uma rodovia.

O caseiro já foi preso anteriormente por tentar matar uma ex-mulher a facadas em 2019, em Goianápolis. Na época, ele tinha 18 anos e ficou preso até março deste ano.

— O suspeito fugiu para Alexânia, onde pediu ajuda a familiares e até vendeu alguns aparelhos celulares. De lá, ele fugiu para Abadiânia e está escondido na zona rural entre estas cidades — disse o delegado Tibério Martins.

A Polícia Civil prendeu um homem que teria comprado um celular de Wanderson em Alexânia. De acordo com a polícia, o celular apreendido era de Cristina.

— Ele vendeu esse celular para juntar dinheiro, e a polícia conseguiu identificar esse comprador, que foi preso por receptação — disse Martins.

Martins é responsável pela busca ao fugitivo e declarou que o Wanderson está “desesperado por dinheiro” para fugir de Goiás. Cristina contou à polícia que o rapaz era conhecido da família. Ele chegou à propriedade, entrou, e conversou com Roberto. Os dois tomaram refrigerante. Então, Wanderson sacou a arma e atirou na cabeça do idoso.

RELEMBRE O CASO LÁZARO

Invasões de fazendas, reféns, esconderijos em grotas, carro abandonado queimado, troca de tiros com policiais. Ao longo de 20 dias, Lázaro Barbosa de Souza, de 32 anos, cometeu uma série de crimes enquanto fugia de uma força-tarefa formada por mais de 200 policiais. Suspeito de ser um serial killer, com assassinatos cometidos na Bahia, Distrito Federal e Goiás, ele morreu após ser capturado no dia 28 de junho deste ano, em Goiás, após uma perseguição policial que gerou comoção nacional.

A ficha criminal de Lázaro remetia a 2007, quando ele tinha 19 anos e matou duas pessoas na Bahia. Lázaro chegou a ficar dez dias preso, na ocasião, mas fugiu da cadeia. Em 2009, foi preso novamente. Dessa vez, Lázaro era suspeito de ter cometido roubo e estupro. Ele ficou detido no Complexo Penitenciário da Papuda (CPP), em Brasília. No presídio, um laudo psicológico o descreveu como “psicopata imprevisível”.

Em 2016, quando estava no regime semiaberto, Lázaro não retornou para o presídio. Dois anos depois, ele voltou a ser preso, em Águas Lindas de Goiás, por homicídio qualificado. No dia 9 de junho deste ano, Lázaro invadiu uma chácara em Ceilândia (DF) e matou quatro pessoas da mesma família, fugindo a seguir.

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