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Procura por franquias de limpeza cresce na pandemia, mesmo com queda no faturamento

Larissa Coldibeli
·3 minutos de leitura
Foto: Getty Images
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Higiene e limpeza ganharam nova importância com a pandemia do novo coronavírus, o que está impulsionando a busca por franquias do setor. Na Jan-Pro, rede especializada em limpeza comercial, a procura pelo serviço aumentou 300%. Para dar conta da demanda, a rede também está crescendo: foram vendidas 50 franquias nos últimos quatro meses, segundo Renato Ticoulat, máster-franqueado da marca americana no Brasil.

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“Os novos franqueados são pessoas que estão buscando oportunidades de negócio na crise. Ninguém sonha em trabalhar com limpeza, mas é um mercado com potencial”, afirma o empresário.

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Especialmente em momentos de crise econômica, as franquias são uma opção para quem está desempregado e precisando de uma fonte de renda. A vantagem é investir em um modelo já testado, em uma marca conhecida e no treinamento e suporte oferecidos pela empresa franqueadora. Porém, como em qualquer negócio, não há garantia de sucesso.

“Limpeza é um segmento em que a qualidade do serviço prestado é uma questão chave para a manutenção e a atração de novos clientes. Portanto, o franqueado deve estar disposto a se envolver diretamente e acompanhar de perto a entrega final”, alerta André Friedheim, presidenta da ABF (Associação Brasileira de Franchising).

Queda no faturamento

Apesar do crescimento em novos franqueados, o setor ainda sente o impacto da crise gerada pela pandemia da covid-19. A limpeza acabou entrando para o corte de moradias e negócios brasileiros. É o caso da Limpeza com Zelo, que sentiu queda de até 70% na demanda. Porém, desde julho está havendo uma retomada nos chamados, mas o movimento ainda é metade do que era antes da pandemia.

Renato Ticoulat, máster-franqueado da marca americana Jan-Pro no Brasil (Foto: Divulgação)
Renato Ticoulat, máster-franqueado da marca americana Jan-Pro no Brasil (Foto: Divulgação)

a Jan-Pro também sofreu no início da pandemia: 40% dos clientes suspenderam o trabalho e, para os 60% que ficaram, foi preciso dar desconto. O faturamento caiu e cinco unidades da franquia fecharam.

Porém, segundo Ticoulat, a recuperação foi rápida porque a empresa já oferecia um serviço de limpeza voltado para saúde, com uma tecnologia exclusiva para desinfecção de ambientes. “Nas buscas sobre o tema na internet, as pessoas chegam até nós”, diz Ticoula.

Na crise, uma oportunidade

A rede Mary Help lançou um novo serviço de sanitização de ambientes para evitar a contaminação pelo novo coronavírus e é o que está sustentando a empresa no momento, segundo José Roberto Campanelli, fundador e diretor da empresa.

“Nosso faturamento chegou a cair 70% no início da quarentena, pois os clientes tinham receio de ter diaristas em casa. Foi aí que encontramos uma maneira de lançar um serviço para aumentar nosso faturamento e que ajuda as pessoas no combate ao vírus”, explica.

A Maria Brasileira é outra empresa que diversificou as opções de atendimento. Além da passadoria delivery, a sanitização de ambientes os levou a clientes que não procurariam antes. "Quando a pandemia passar, o crescimento do setor de serviços será ainda mais rápido e consistente porque a limpeza fará parte da vida das pessoas por questão de saúde", acredita Felipe Buranello, CEO e cofundador da marca.

Para aproveitar essa nova onda de limpeza, a Vertex não diminuiu as projeções: apesar de ter iniciado a venda de franquias recentemente, eles esperam terminar 2020 com 40 unidades e faturamento de R$ 2 milhões.

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