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Problemas de qualidade levam a nova suspensão nas vendas de gasolina de aviação pela Petrobras

NICOLA PAMPLONA
·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A BR Distribuidora decidiu suspender nesta quarta-feira (3) as vendas de gasolina de aviação após identificar problemas de qualidade no produto. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) recomendou que os usuários suspendam o abastecimento caso tenham evidências de contaminação. A gasolina de aviação é usada apenas em aeronaves de menor porte e, por isso, o problema não afeta a aviação comercial. Em nota, a BR diz que está recolhendo o produto defeituoso e o substituindo por novas cargas dentro das especificações. O problema ocorre apenas sete meses depois que a importação de um lote defeituoso pela Petrobras deixou aeronaves da aviação comercial impossibilitadas de voar no país. Na ocasião, mais de 50 aeroportos brasileiros chegaram a ficar sem o produto. O combustível foi produzido pela Petrobras, na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão. Em comunicado no início da manhã, a BR disse que a suspensão das vendas ocorreu após a detecção "de um parâmetro do combustível fora dos limites de especificação". No fim da noite, a Petrobras confirmou o problema, mas disse que o produto atendia todos os parâmetros da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) quando foi vendido. "Porém, no início de fevereiro, novos testes realizados com o mesmo lote, ao longo da cadeia de abastecimento, apontaram resultados divergentes dos que foram inicialmente encontrados", afirmou a estatal. O produto está sendo recolhido e será substituído por um novo lote fabricado na refinaria de Cubatão, que passou anos sem produzir o combustível, período em que o Brasil ficou totalmente dependente de importações. "Ao longo do ano passado, o Brasil descobriu que não pode confiar na Avgas (termo técnico para o combustível) comercializada no Brasil", reclamou nesta quarta, em nota, a Aopa Brasil (Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves do Brasil). "Um novo fato como esse demonstra que, definitivamente, a aviação brasileira não é levada a sério, nem mesmo no mais elementar insumo para sua operação segura", conclui o texto, que cobra providências da Anac, do Ministério da Infraestrutura e da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Em nota, a Anac disse que vem acompanhando o caso para compreender o nível de adulteração e os impactos na aviação brasileira. "Se houver confirmação de contaminação que comprometa de imediato a operação de aeronaves, a Anac atuará imediatamente em prol da segurança da aviação, podendo, inclusive, recorrer a medidas cautelares e emergenciais." Em junho de 2020, a Petrobras alegou que o produto com problemas foi comprado em um fornecedor "de reputação" nos Estados Unidos. Agora, disse que instalou uma comissão interna para apurar as causas do problema. A estatal afirmou ainda que o novo lote chegará ao mercado no dia 8 de fevereiro e o mercado ainda não vê risco de desabastecimento como o ocorrido em 2020, quando o país ainda dependia apenas de importações. Naquela ocasião, proprietários de aviões reclamavam de avarias, principalmente em peças de borracha do sistema de combustíveis, após o uso do produto. A Aopa chegou a recomendar a suspensão das operações de aeronaves e helicópteros de pequeno porte. Em novembro, a Justiça do Distrito Federal determinou que a empresa indenizasse em R$ 59,3 mil dois proprietários de um avião pelos custos dos reparos no sistema de armazenamento e distribuição de combustível da aeronave. Na nota divulgada nesta quarta, a BR disse que "está iniciando as ações para recolhimento do produto comercializado, devolução do lote armazenado e recebimento de novos lotes, e recomendou aos seus clientes diretos e revendedores que adotem as mesmas providencias, de modo a restabelecer o abastecimento no menor tempo possível". "Informamos ainda, que a BR está colaborando com o levantamento que está sendo feito pelo fornecedor sobre a origem do problema e que os órgãos reguladores foram comunicados do ocorrido", completa o texto. A ANP afirmou que "está buscando, junto à BR Distribuidora, mais informações para entender a natureza e a extensão do ocorrido, para eventuais providências".