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Problemas na vacinação e alta de casos exigem novas políticas de auxílio, dizem economistas

DIEGO GARCIA
·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A possibilidade de a pandemia ser pior em 2021 do que em 2020, conforme previu o presidente do Instituto do Butantan, Dimas Covas, vai atrapalhar o ritmo de recuperação econômica e exigir que o governo implemente novas políticas de auxílio à população e às empresas, segundo economistas. Os problemas no cronograma de vacinação também comprometem a retomada econômica e afetam sobretudo o setor de serviços, mais dependente de dinâmicas que envolvem contato social do que comércio e indústria. A equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), no entanto, avalia que o atual cenário ainda não demanda o retorno de medidas como o auxílio emergencial, embora veja com preocupação o aumento de casos de Covid-19. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que os setores mais afetados pela crise sanitária no ano passado, como bares, restaurantes e transportes, sejam novamente os principais prejudicados por um recrudescimento da pandemia. Nesse cenário, medidas mais restritivas à circulação seriam adotadas, como redução do tempo de abertura do comércios, o que poderia derrubar a retomada vista nos últimos meses. Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV Ibre, vê com preocupação a possibilidade de São Paulo voltar a adotar medidas mais restritivas de circulação e funcionamento de empresas, como aventado por Covas, do Butantan. O baque poderia ser maior do que o visto no ano passado dada a ausência do auxílio emergencial -o saque das parcelas residuais do benefício terminam neste mês- e a reação ainda lenta do mercado de trabalho. "Teríamos uma quantidade grande de pessoas sem renda. O governo teria que ver se tem espaço no Orçamento para fazer algum outro tipo de auxílio", avalia Tobler. Para ele, a volta para uma fase mais restritiva de isolamento em todo o país seria um obstáculo para a recuperação da economia e, em especial, ao mercado de trabalho -desde o início da pandemia, a retomada da atividade esteve atrelada à flexibilização dessas medidas. O segmento de serviços prestados às famílias, como alimentação fora de casa, segue 34,2% abaixo do nível pré-pandemia, embora tenha crescido 98,8% desde maio. Outro setor fortemente afetado pela redução na circulação de pessoas, os transportes ainda estão 5,4% abaixo do patamar de fevereiro, apesar do ganho de 26,7% de maio a novembro. Por outro lado, comércio e indústria foram menos impactos pela pandemia graças ao poder de compra ampliado pelo auxílio emergencial. Thiago de Moraes Moreira, do Ibmec, também condiciona a retomada da economia ao controle da pandemia. Sem isso, ele avalia que toda projeção de recuperação, principalmente do setor de serviços, fica comprometida. Por isso, o economista vê com preocupação os problemas enfrentados pelo Brasil para promover a vacinação da população, como falta de insumos para produção e atritos diplomáticos com países fornecedores desses materiais. "Isso é mais um episódio da nossa falta de planejamento", afirma Moreira. O atraso na vacinação da população vai prejudicar sobretudo os segmentos de serviços que vinham se recuperando, como alimentação e alojamento, avalia. "A economia dependeu do auxílio [emergencial] em 2020. Com atrasos significativos na disponibilização da vacina, vamos mais uma vez depender dessas políticas de transferência [de renda], que amenizam [o impacto da Covid-19] no aspecto econômico", diz. Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit), defende a vacinação em massa dos brasileiros como caminho para a retomada econômica. "O comércio ficou parado 90 dias, funcionando só atividades essenciais. Se isso vier a ocorrer novamente, os governos vão ter que atuar de novo para minimizar os impactos", disse Pimentel. Ele defende que o governo considere voltar com medidas de flexibilização de jornada e salário, pagamento antecipado de 13º e abono salarial, além de não aumentar a carga tributária das empresas. "Diante da situação em que vivemos, seria o pior dos mundos: mais restrição das atividades com mais aumento de carga tributária. O principal é salvar vidas e em seguida empresas e empregos. E dar o suporte necessário. Não é hora de termos um avanço dos tributos", disse Pimentel.