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Problemas com fornecimento atrapalham recuperação da economia mundial

·3 minuto de leitura

Cortes de eletricidade na China, caos em postos de gasolina no Reino Unido, fábricas paradas... Os problemas de fornecimento nas cadeias produtivas ameaçam emperrar a recuperação da economia mundial, que está em plena retomada após a recessão provocada pela pandemia de covid.

Nesta última semana, se multiplicaram os exemplos desses problemas de fornecimento, que afetam vários países do globo.

A escassez de carvão para alimentar as usinas termoelétricas na China, a falta de caminhoneiros no Reino Unido, o aumento dos preços do gás e da eletricidade na Europa, pois a oferta não está sendo suficiente para satisfazer a demanda... A lista é grande.

"O risco é que, apesar da retomada das economias, o crescimento fique emperrado, já que não é possível produzir o que está sendo demandado", explicou à AFP Niclas Poitiers, pesquisador do instituto Bruegel de Bruxelas, na Bélgica.

As turbulências econômicas atuais já mostram reflexos nas estatísticas.

A China experimentou uma redução de suas atividades manufatureiras pela primeira vez desde o início do ano.

Este mesmo índice também registrou na França e na região industrial de Chicago, nos EUA, seus níveis mais baixos de 2021.

A produção industrial no Japão sofreu queda em agosto, o segundo mês consecutivo.

- Toyota, Stellantis... -

As dificuldades de fornecimento de matérias-primas e componentes estão afetando a produção das empresas.

A indústria automotiva, por exemplo, é uma das mais atingidas pela escassez de alguns tipo de chip.

A Toyota revisou para baixo suas estimativas de produção no mês passado, enquanto o grupo Stellantis, resultado da fusão entre Fiat Chrysler e Peugeot, fechará no início do ano que vem uma fábrica da marca Opel, na Alemanha, devido a uma situação "excepcional".

De acordo com as previsões mais recentes da firma de consultoria Alixpartners, o setor automotivo deverá perder cerca de 210 bilhões de dólares em faturamento em 2021, o dobro do estimado no início do ano.

As notícias também não são boas para o setor têxtil. O gigantesco grupo sueco H&M reconheceu nesta quinta-feira (30), em seus resultados, "perturbações e atrasos no transporte de produtos" em setembro.

O transporte também se tornou um problema para o grupo moveleiro Ikea, que vem enfrentando obstáculos com a falta de mão de obra no setor, além do aumento nos preços das matérias-primas.

O custo do frete se multiplicou por cinco no último ano para uma viagem da China para a costa oeste dos Estados Unidos, de acordo com o índice Freightos Baltic (FBX).

Para o pesquisador Jacob Kirkegaard, do Peterson Institute (PIIE) em Washington, esta situação deve ser analisada "como um perigo que pode desacelerar a recuperação econômica", mas que não terá impacto suficiente para provocar outra recessão.

"A maioria desses problemas deverá ser resolvida no médio prazo", explicou Niclas Poitiers, que, no entanto, alertou que a situação atual ainda pode durar muitos trimestres.

Por outro lado, o presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Jerome Powell, advertiu que esses problemas "poderiam ser mais importantes e duradouros do que o previsto inicialmente".

Apesar de "no Reino Unido e na Europa haver a impressão de que a pandemia acabou", Frances Coppola, autor do blog financeiro Coppola Comment, ressaltou que "o comércio internacional não poderá voltar à normalidade enquanto muitas pessoas continuarem morrendo de covid-19 em diversos países".

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