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Privatização dos Correios pode atrapalhar vacinas, eleições e Enem; entenda

·2 minuto de leitura
Estatal é responsável por inúmero serviços além da entrega de correspondências e encomendas (Correios | Divulgação)
Estatal é responsável por inúmero serviços além da entrega de correspondências e encomendas (Correios | Divulgação)
  • Governo incluiu os Correios no Programa Nacional de Desestatização (PND)

  • Projeto tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados

  • Privatização pode afetar as eleições, aplicação do Enem e logística de vacinação

Durante um pronunciamento em rede nacional na noite de segunda-feira (2) o ministro das Comunicações, Fabio Faria, defendeu a privatização dos Correios. Desde abril deste ano a estatal fazia parte do Programa Nacional de Desestatização (PND), criado pelo governo Bolsonaro, e está em debate na Câmara dos Deputados através do Projeto de Lei 591/21.

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Tramitando em regime de urgência no legislativo, a proposta gera controvérsias. Ao contrário de algumas outras estatais, há dois anos os Correios se mantém autosustentável, gerando receita para o Estado. Apenas em 2020, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 1.53 bilhão, de acordo com um balanço divulgado no Diário Oficial da União.

Enem, eleições e Sistema Único de Saúde

Para além da questão financeira, a companhia também exerce um papel estratégico para o governo. Atuando como o único operador logístico presente em 5.570 municípios do país, a instituição é responsável pela distribuição de provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e pelo transporte de urnas eletrônicas durante as eleições.

A capilaridade dos Correios também impacta no Sistema Único de Saúde. Pela estrutura de transporte e quantidade de unidades espalhadas pelo Brasil, a empresa é responsável pela distribuição de vacinas e remédios para regiões de difícil acesso no país.

Durante a pandemia, a companhia atuou diretamente na Rede Vírus, comitê do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) que reuniu instituições renomadas, como Fiocruz, Butantan e USP, para o desenvolvimento das vacinas.

O leilão da estatal poderá colocar em risco os serviços oferecidos pelos Correios. Caso seja concluído o trâmite, o governo precisará pensar em outras estratégias logísticas para as áreas da educação, saúde e política.

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