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Privatização não é solução para preço de combustíveis, diz Pacheco

*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  15-12-2021, 12h00: O presidente do senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) conversa com jornalistas ao sair do gabinete da presdiência do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 15-12-2021, 12h00: O presidente do senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) conversa com jornalistas ao sair do gabinete da presdiência do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (12) que o momento atual "é muito ruim" para a privatização da Petrobras e que essa não será uma medida rápida de se implementar. O senador mineiro questionou se a privatização da empresa seria a solução, mesmo a médio e longo prazo, para a redução ou estabilização do preço dos combustíveis.

As declarações acontecem um dia após o novo ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmar que vai pedir o início de estudos para a privatização da empresa. Sachsida disse que isso seria parte do seu "primeiro ato" na pasta, após ser anunciado na quarta-feira (11).

Pacheco participou na manhã desta quinta-feira de uma reunião com secretários da Fazenda dos estados justamente para discutir a questão tributária sobre combustíveis. Após o encontro, ele foi questionado por jornalistas sobre o plano do novo ministro das Minas e Energia de privatizar a Petrobras.

O presidente do Senado repetiu que acha importante a realização de estudos e o aperfeiçoamento do modelo atual da Petrobras. No entanto, disse que isso "não está no radar" atualmente.

"Mas não considero que esteja no radar ou na mesa de discussão neste momento a privatização da empresa porque o momento é muito ruim para isso", afirmou Pacheco.

"Temos dificuldade de valorização de ativos, estamos passando por um momento difícil no Brasil de contenção de problemas e de uma necessidade de estabilidade, de modo que essa é uma medida que pode ser estudada o quanto for necessário, mas não é uma medida rápida de ser tomada, vai demandar muito diálogo, participação da sociedade civil porque a Petrobras é um ativo nacional", acrescentou.

Na sequência, o presidente do Senado foi questionado sobre a visão do governo federal de que considerava a privatização da Petrobras como um mecanismo para solucionar os problemas envolvendo preços dos combustíveis no Brasil.

Pacheco então respondeu que não é certamente uma solução de curto prazo e que pode não ser nem mesmo a médio e longo prazo.

"Essa [privatização da Petrobras] definitivamente não é uma solução de curto prazo, assim como não é uma solução de curto prazo a PEC 110 [reforma tributária]. A PEC 110 é uma solução de médio e longo prazo. Essa solução da privatização da Eletrobras [quis dizer Petrobras], na verdade, não se tem a compreensão nem se isso é uma solução, de médio ou de longo prazo", disse o senador.

"Então estudos podem ser feitos, é o papel do ministro fazer todos os estudos necessários, que sejam os mais bem-feitos possível. Mas entre o estudo e a realidade da concretização disso há uma distância muito longa e da qual o Congresso Nacional não se apartará", completou.

Na última segunda-feira (9), a Petrobras anunciou um novo reajuste no preço do diesel. O preço médio do combustível teve uma alta de 8,87% nas refinarias, passando de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro. O repasse aos consumidores depende de políticas comerciais de distribuidoras e postos de combustíveis.

O preço dos combustíveis tornou-se um dos principais temas da agenda do governo federal, que vem sofrendo desgaste por conta da alta dos valores.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), decidiu apontar o dedo para a Petrobras, criticando os lucros e a distribuição de dividendos da companhia para seus acionistas. Bolsonaro chegou a falar que era um "estupro" o lucro da empresa.

Impulsionada pela escalada do preço do petróleo após o início da Guerra da Ucrânia, a Petrobras fechou o primeiro trimestre de 2022 com lucro de R$ 44,5 bilhões.

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