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Privatização da Eletrobras deve ocorrer entre fim deste ano e início de 2022, prevê BNDES

Bruno Rosa
·2 minuto de leitura

RIO - A privatização da Eletrobras pode ocorrer entre o fim deste ano e o início de 2022, de acordo com a previsão do presidente do BNDES, Gustavo Montezano. Ele participou na manhã desta quarta-feira de um evento promovido pelo Campos Mello Advogados, DLA Piper e Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos para investidores americanos.

- Estamos modelando o processo de privatização da Eletrobras com o Programa Nacional de Desestatização, o PND. Trabalhamos com o cenário de trazer esse ativo ao mercado no fim deste ano ou no início de 2022 - disse Montezano, ao responder a pergunta de um dos investidores que participaram do evento virtual.

Montezano ressaltou, no entanto, que o caminho ainda é longo, pois envolve o aval do Congresso, do Tribunal de Contas da União (TCU) e das condições do mercado financeiro.

- A Eletrobras é um player player global do setor elétrico. Se você trouxer um bom negócio com uma boa modelagem, vai ter demanda. O caminho até lá é longo, mas estamos confiantes que estamos no caminho certo - afirmou Montezano.

Em março deste ano, o governo incluiu a Eletrobras no PND. Essa é a primeira fase do processo de privatização da estatal, que ainda precisa que o Congresso Nacional aprove a Medida Provisória (MP) enviada pelo governo no fim de fevereiro. A demora em torno da privatização da Eletrobras fez o presidente da estatal, Wilson Ferrreira, pedir demissão em janeiro deste ano.

O modelo de privatização da Eletrobras prevê a emissão de novas ações da empresa no mercado. Isso vai reduzir a fatia da União e do BNDES dos atuais 61% para 45%. Apesar de a União não ter mais o controle sobre a empresa, a MP enviada ao Congresso prevê a existência de uma golden share, uma ação especial que dá poder de veto à União em decisões estratégicas da companhia. A previsão é que a privatização da estatal levante ao todo R$ 61 bilhões.

Segundo Martha Seillier, secretária especial do Programa de Parceiras de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia, a expectativa do governo é que a aprovação no Congresso aconteça até junho deste ano.

- A expectativa é que o projeto seja votado até meados de junho. E com isso tentar publicar os documentos até dezembro - disse ela.