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Prisões preventivas da Operação Mais Valia são mantidas após audiência de custódia

Rodrigo de Souza
·2 minuto de leitura

Os 11 presos na Operação Mais Valia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), passaram por audiência de custódia na sede da PF nesta terça-feira, dia 2, no Centro do Rio. As audiências, presididas por magistrados da Justiça Federal de Brasília, aconteceram por videoconferência, das 13h às 20h30. Todas as prisões preventivas foram mantidas.

Os 11 mandados de prisão preventiva e os 26 de busca e apreensão foram cumpridos na manhã de terça para colher provas sobre esquema de corrupção no Tribunal Regional de Trabalho da 1ª Região, do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Um deles foi cumprido na sede do TRT, no Centro do Rio.

Quatro desembargadores foram alvos de prisão: Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins (ex-presidente do TRT), Fernando Antonio Zorzenon da Silva (ex-presidente do TRT) e Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues. A PF também cumpriu mandados de prisão preventiva contra Eduarda Pinto da Cruz, irmã e operadora de Marcos Pinto da Cruz, Sônia Regina Dias Martins, esposa e operadora de José da Fonseca Martins Júnior, Marcello Cavanellas Zorzenon da Silva, filho e operador de Fernando Zorzenon, Leila Maria Gregory Cavalcante de Albuquerque, esposa e operadora de Antonio Carlos Rodrigues, Pedro D'Alcântara Miranda Neto, advogado de empresas de ônibus, o empresário Manoel Messias Peixinho e a sua esposa, Suzani Andrade Ferraro.

Outro alvo de busca e apreensão foi o juiz do trabalho Múcio Nascimento Borges, do Tribunal Regional do Trabalho. Os agentes estiveram na casa do magistrado no Leblon, na Zona Sul, e no gabinete do jurista no Centro do Rio. A Polícia Federal ainda esteve na Barra da Tijuca, Centro do Rio, Leblon, Copacabana e na Lagoa. Agentes da PF estiveram na casa do desembargador Marcos Pinto da Cruz, um dos envolvidos no esquema, localizada no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, e recolheram um malote.

'Soldado':

O advogado Pedro Yunes, que representa o desembargador Antônio Carlos Rodrigues e Leila Maria Albuquerque, recorrerá da decisão. "Todos os esclarecimentos serão prestados à Justiça e será demonstrada a improcedência das imputações feitas ao desembargador Antonio Carlos e à advogada Leila Maria, sendo certo que suas prisões preventivas se mostram absolutamente desnecessárias, confiando a defesa nas suas revogações pela autoridade competente", diz o defensor.

Sergio Riera, que defende o desembargador Marcos Pinto da Cruz, também aguarda o acesso aos autos para recorrer da decisão. Ele diz que "não havia necessidade de prisão de seu cliente". Riera também representa a advogada Eduarda Pinto da Cruz, irmã do desembargador.

O EXTRA tenta contato com as defesas dos demais presos. Ao todo, 12 pessoas foram presas. Na casa de um advogado — que era alvo de busca e apreensão — os agentes encontraram uma arma sem registro. Ele acabou sendo detido por porte ilegal de arma de fogo. O nome do homem não foi revelado pela Polícia Federal.