Mercado fechado
  • BOVESPA

    98.608,76
    -345,14 (-0,35%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.036,38
    +293,23 (+0,61%)
     
  • PETROLEO CRU

    110,37
    +1,94 (+1,79%)
     
  • OURO

    1.808,80
    +7,30 (+0,41%)
     
  • BTC-USD

    20.253,45
    +966,84 (+5,01%)
     
  • CMC Crypto 200

    440,26
    +20,12 (+4,79%)
     
  • S&P500

    3.825,33
    +39,95 (+1,06%)
     
  • DOW JONES

    31.097,26
    +321,86 (+1,05%)
     
  • FTSE

    7.232,65
    +64,00 (+0,89%)
     
  • HANG SENG

    21.830,35
    -29,44 (-0,13%)
     
  • NIKKEI

    26.399,13
    +245,32 (+0,94%)
     
  • NASDAQ

    11.710,50
    +99,25 (+0,85%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5471
    -0,0069 (-0,12%)
     

Prisão de ex-ministro é 'desastre' e cria 'tempestade perfeita' para Bolsonaro, dizem aliados

A prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, nesta quarta-feira, foi considerada por aliados do presidente Jair Bolsonaro um "desastre" às vésperas da disputa eleitoral.

Na avaliação de interlocutores da campanha de Bolsonaro, o episódio politicamente é uma "tempestade perfeita" que municia adversários contra o presidente eleito com a bandeira da anticorrupção.

Todavia, o grupo de Bolsonaro ainda evita fazer uma avaliação do extensão dos prejuízos da prisão de Milton Ribeiro por suspeita de crimes envolvendo a liberação de verbas do MEC para prefeitura.

Por ora, a ordem entre integrantes do governo é de cautela e evitar declarações em defesa de Ribeiro como modo de blindar o titular do Palácio do Planalto.

A postura a ser adotada é que o governo apoia a investigação e uma "punição exemplar", caso sejam comprovadas os crimes. De acordo com um integrante do governo, a postura daqui por diante tem que "deixar claro que o governo não é conivente com este tipo de prática.

Há três meses, Bolsonaro disse que colocaria a "cara no fogo" pelo ex-ministro. Já a primeira-dama Michelle Bolsonaro disse "Deus vai provar que é uma pessoa honesta."

Nesta quarta-feira, ao comentar a prisão do ex-auxiliar, Bolsonaro mudou o tom. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o titular do Palácio do Planalto defendeu que Ribeiro "responda por seus atos".

- O caso do Milton, pelo que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estaria com uma conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele. E daí houve denúncia que ele teria busca prefeito, gente dele, para negociar, para liberar recursos. O que acontece? Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal de que a Polícia Federal está agindo. Que ele responda pelos atos dele - disse Bolsonaro.

A Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão nesta quarta contra Milton Ribeiro e os pastores-lobistas Arilton Moura e Gilmar Santos, por suspeitas de crimes na liberação de recursos do Ministério da Educação para prefeituras.

A operação foi autorizada pela 15ª Vara Federal do Distrito Federal e apura crimes como corrupção e tráfico de influência durante a gestão de Milton Ribeiro. A investigação teve início no Supremo Tribunal Federal, mas foi enviada à primeira instância depois que Milton deixou o cargo de ministro da Educação do governo Bolsonaro.

No total, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares como a proibição do contato entre os investigados.


Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos