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Principal perfil de trabalhador em home office é mulher branca de 30 a 39 anos

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A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feita com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19, do IBGE Mulher branca de 30 a 39 anos com diploma de nível superior. Esse é o perfil que reúne as características mais comuns entre os brasileiros em teletrabalho no Brasil. A conclusão é de pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), feita com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19, do IBGE. De acordo com o Ipea, o perfil de quem está trabalhando de casa em função da pandemia não tem mudado ao longo dos meses. Em junho, as mulheres eram 55,5% e eles, 44,5%. No Brasil, as mulheres têm média de escolaridade maior que a dos homens o que ajuda a explicar o resultado. E, de acordo com o estudo, a diferença poderia ser ainda maior, se considerada a potencialidade do público feminino para trabalhar em casa (58,5% das pessoas em teletrabalho), que leva em conta a natureza de suas atividades. Na comparação por cor, o Ipea identificou disparidade grande. Em junho, 63,8% das pessoas em "home office" eram brancas, enquanto 34,4% eram pretas ou pardas. Com relação à escolaridade, o contingente com ensino superior que migra para o teletrabalho cresceu 0,8 pontos percentuais na virada de maio para junho, quando 73,6% desse grupo estava nessa condição. Esse percentual é muito superior ao potencial de teletrabalho dessa faixa de escolaridade (53,4%), segundo o Ipea. Para todos os outros níveis de instrução, o número de “teletrabalhadores” caiu em junho — o que está em linha com a reabertura da economia, sobretudo comércio e serviços. Para quem tem ensino médio ou superior incompleto, esse percentual recuou 0,4 p.p. em junho, para 24,1%. Dos que têm até ensino médio incompleto, só 1,7% está trabalhando em casa e quem não possui instrução alguma ou tem ensino fundamental incompleto, só 0,6% pode trabalhar remotamente. Diferentemente dos que cursaram faculdade, nas três faixas menos instruídas, há déficit entre o contingente efetivo e o potencial apurado pelo Ipea. Faixa etária Por fim, na leitura por faixa-etária, o Ipea identificou que a população entre 30 e 39 anos é a que mais tem trabalhado de casa (31,7%), seguida daqueles que têm entre 40 e 49 anos (25%) e dos que possuem entre 20 e 29 anos (21,2%). Em todos estes grupos houve manutenção ou queda do contingente nessa situação, movimento devido à reabertura. Os mais velhos, por sua vez, assistiram a um leve aumento do teletrabalho, que chegou a 14,5% entre os que tem 50 e 59 anos e a 5,5% para a faixa entre 60 e 69 anos. Comércio foi setor que mais reduziu afastados Com a reabertura da economia, o comércio foi o setor que mais reduziu o número de funcionários afastados em função da pandemia até o fim de junho. Em maio, 20,2% dos empregados do setor estavam paralisados, com ou sem remuneração. Em junho, esse percentual caiu a 13,4%, uma queda de 6,8 pontos percentuais, segundo a nota técnica do Ipea, publicada nesta quarta-feira (5). Ao todo, a iniciativa privada tinha 9,7 milhões de afastados ao fim de junho. Os serviços, ao fim de junho, tinham 16,9% dos afastados ante 21,3% no mês anterior. Na mesma base de comparação, a indústria viu seu contingente de afastados cair de 15,9% para 11,5%, enquanto a agricultura viu essa porcentagem cair de 6,8% para 5,1%. Já o funcionalismo público viu seus afastados devido ao isolamento social caírem de 20,9% para 17,0% (2,1 milhões de pessoas), ultrapassando assim a proporção registrada pelos serviços (16,9%). Em todo o mercado brasileiro, mostrou o IBGE, o número de ocupados afastados do trabalho pela pandemia caiu de 18,6% para 14,2%. Sudeste concentra 58% dos brasileiros em trabalho remoto A distribuição do trabalho remoto devido à pandemia é significativamente desigual entre as regiões do Brasil, dizem os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Ao fim de junho, o Sudeste concentrava 58,4% da população ocupada em teletrabalho, seguido do Nordeste (16,7%), Sul (13,9%), Centro-Oeste (7,7%) e Norte (3,3%). De acordo com um dos técnicos do Ipea responsáveis pelo levantamento, Geraldo Góes, estes resultados já eram esperados, porque a literatura internacional indica forte associação entre renda e potencial de teletrabalho. Tomando como base a população ocupada em cada região, o Sudeste também liderou em junho o percentual de trabalhadores atuando remotamente — 16,2%. No Nordeste 10,3% estavam trabalhando de casa, seguido por Sul (9,9%), Centro-Oeste (11%) e Norte (5,7%). O IBGE informara que, em junho, 12,7% dos brasileiros estavam trabalhando de suas casas. Segundo o Ipea, na passagem de maio a junho, só Sudeste e Norte registraram diminuição da porcentagem de pessoas trabalhando de forma remota, enquanto as demais regiões mantiveram os mesmos resultados, sem diferença estatística significativa. Em todas as regiões, o trabalho remoto está abaixo do seu potencial, ou seja, o número de pessoas que poderiam estar nessa condição em função da natureza de sua atividade. O maior déficit nessa base de comparação é do Sul, onde há diferença de 13,8 p.p. entre contingente efetivo e potencial de teletrabalho. Na comparação por unidade da Federação, ao fim de junho, o Distrito Federal era a que apresentava a maior porcentagem de ocupados trabalhando de casa no fim de junho, 25,8%. Segundo Góes, essa liderança encontra explicação na concentração de servidores públicos, cuja natureza das atividades é mais aderente ao "home office". A capital nacional é seguida pelos estados do Rio de Janeiro (22,8%), São Paulo (18,0%), Paraíba (16%) e Ceará (14,3%). Estas cinco unidades são as que tinham estatística acima da média nacional para teletrabalho (12,7%). O fim do ranking é dominado por Maranhão (5,2%), Mato Grosso (4,8%) e os Estados do Norte. O Estado com o menor contingente de ocupados trabalhando remotamente em junho foi o Pará, 4,1%.

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