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Passa no RH! Relembre os principais demitidos do governo Bolsonaro

Demissões importantes e saídas polêmicas abalaram o Brasil este ano, relembre algumas (AP Photo/Pavel Golovkin, Pool)

Desde a posse de Jair Bolsonaro, no dia primeiro de janeiro de 2019, diversos ocupantes de cargos importantes foram demitidos pelo presidente ou pediram para sair do governo, dentre eles três ministros e diversos diretores executivos. Veja alguns dos casos mais polêmicos.

Joaquim Levy pediu pra sair 

Apenas um dia após o presidente da República, Jair Bolsonaro, declarar via twitter que estava “por aqui” com Joaquim Levy, ele pediu demissão do BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em 16 de junho. Levy foi indicado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes. Desde a posse de Levy, bolsonaristas estavam incomodados com a presença do ex-ministro da Fazenda da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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Gustavo Bebianno, o homem forte de Bolsonaro

Logo após a saída do Partido Social Cristão (PSC), Bolsonaro buscava uma sigla para concorrer à presidência da República.  Bebianno, que presidiu o PSL durante as eleições de 2018, abriu as portas do partido para o então deputado federal. O prêmio foi a indicação para chefiar a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), 

A lua de mel, contudo, pouco durou. Logo em fevereiro, no início do segundo mês de mandato, Bolsonaro demitiu seu braço direito na primeira baixa ministerial do ano. As polêmicas que envolviam Bebianno partiam da primeira crise do governo, a de que o partido do presidente utilizou candidaturas femininas “laranja” (sem intenção de eleger) para passar a cota de 30% de candidatos em cada sexo. 

Ricardo Vélez Rodríguez, um ministro sem projetos

Ricardo Vélez Rodríguez também foi cortado (AP Foto/Eraldo Peres)

Pouco após a demissão de Bebianno, o então ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez foi afastado do governo. O colombiano nacionalizado era uma das conquistas do guru ideológico do governo, o filósofo Olavo de Carvalho. Começou a se desgastar ao liderar polêmicas como o pedido para que professores gravassem seus alunos cantando o hino nacional e citando o lema de campanha de Bolsonaro “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”

O “injustiçado” general Santos Cruz

Não é novidade sobre o descontentamento do General Carlos Alberto dos Santos Cruz com a demissão prematura de sua posição como ministro da Secretaria de Governo. O ministro cedeu diversas entrevistas desde junho criticando o método de deposição do governo federal, chegando a declarar que a forma que foi demitido, sem saber o motivo, era pior do que o ato em si.

Magoado, Santos Cruz ainda declarou que os militares não deveriam se envolver na política partidária e que a instituição do Exército não deveria apoiar ninguém. Santos Cruz envolveu-se em intrigas com Olavo de Carvalho e com Carlos Bolsonaro. Recentemente, em depoimento na CPI das fake news, chamou o guru Carvalho de “vigarista profissional”.

Franklimberg Ribeiro de Freitas

O general de etnia indígena foi demitido da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) no dia 14 de junho de 2019. Franklimberg já havia ocupado o cargo entre maio de 2017 e abril de 2018, sob a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB).

O general entrou em atrito com o líder ruralista Nabhan Garcia que comanda a pasta do Ministério da Agricultura, responsável pela demarcação de terras indígenas. Franklimberg, em discurso de despedida, disse ainda que o ruralista “odeia indígenas”.

Ricardo Galvão, o sentimento de não pertencimento 

Em outubro, quando Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) documentou, via satélites, o aumento do que viria a ser o maior desmatamento na história recente da Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro declarou publicamente que o diretor responsável teria “que vir se explicar aqui em Brasília”,  pois os dados não podiam ser verdade.

Ao ser convocado para explicar os dados, não apenas aceitou como desafiou o presidente presidente Jair Bolsonaro a expor seus erros. Sem a defesa do ministro da Ciência e Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes, seu chefe, saiu do governo. Além de chamar Bolsonaro de tosco, disse que o ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, é um negacionista incompetente.