Principais Bolsas europeias encerram em alta

As Bolsas da Europa fecharam em direções divergentes com novos dados mistos dos Estados Unidos e também da Europa. Apesar de o índice de confiança do consumidor norte-americano do Conference Board ter decepcionado, as altas no índice de confiança do consumidor da Alemanha e no índice de preços de moradias em 20 cidades dos EUA ajudaram as principais Bolsas da Europa a encerrar em alta. O índice FTSE, da Bolsa de Londres, terminou acima de 6.300 pela primeira vez desde maio de 2008 e o índice pan-europeu Stoxx 600 acabou a sessão com alta de 0,37%, a 290,42 pontos.

A confiança do consumidor na Alemanha teve ligeiro ganho na pesquisa para fevereiro, e na França o índice se mostrou estável em janeiro. Na Espanha, as vendas no varejo caíram 10,2% em dezembro ante o mesmo mês de 2011, acelerando a queda anual que havia sido de 7,8% em novembro, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em 2011, o varejo espanhol vendeu 6,8% menos que no ano anterior.

Nos EUA, o índice S&P/Case-Shiller de preços de moradias, referentes a novembro, registrou alta anual de 5,5% em 20 cidades norte-americanas, exatamente como previam os analistas. Já o índice de confiança do consumidor, medido pelo Conference Board, caiu para 58,6 em janeiro, menor nível desde novembro de 2011 e bem pior do que a queda esperada por economistas consultados pela Dow Jones, que previam um recuo para 64,8.

O indicador abaixo do esperado não prejudicou fortemente os mercados acionários por indicar uma possível extensão do relaxamento monetário adotado pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano. "Esse noticiário negativo normalmente seria seguido de uma onda de vendas de ativos de risco, mas isso não aconteceu porque a extensão dos estímulos monetários do Fed ganha força cada vez que um indicador decepciona", informou a Capital Spreads.

A atenção dos investidores está voltada também a eventos dos próximos dias. O Fed inicia nesta terça-feira a reunião de política monetária e decisão final será anunciada na quarta-feira. Além disso, saem nesta quarta nos EUA a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e dados de empregos no setor privado, antes do relatório mensal sobre o mercado de trabalho do país, que será divulgado na sexta-feira e inclui a geração ou corte de vagas no setor público.

Nesse cenário, o índice FTSE da Bolsa de Londres subiu 0,71%, fechando a 6.339,19 pontos pela primeira vez desde maio de 2008. As mineradoras impulsionaram o índice, com Anglo American subindo 3,0%. Já o Royal Bank of Scotland despencou 6,0%.

Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,20%, encerrando a sessão a 7.848,57 pontos. ThyssenKrupp avançou 2,7%; Henkel e E.ON subiram 2,0%. Já a Bayer perdeu 2,8% após um rebaixamento pelo Barclays e a TecDAX's Software AG caiu 17% após a decepção com as vendas do quarto trimestre.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve alta de 0,13% e fechou a 3.785,82 pontos. Vivendi e France Telecom ganharam 0,3% e 1,1%, respectivamente, após anunciarem que começarão a oferecer tecnologia 4G aos seus clientes. Sanofi encerra com baixa de 0,8% após rebaixamento do Barclays.

Em Madri, o índice IBEX-35 caiu 0,34%, a 8.643,00 pontos. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, teve leve queda de 0,03%, fechando a 17.891,91 pontos. E na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 registrou desvalorização de 0,05%, a 6.279,53 pontos. As informações são da Dow Jones.

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