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Primo lamenta morte de vítima de 36 anos por Covid-19: ‘Tentou fazer recuperação em casa, tomou ivermectina’

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Pandemia já causou mais de 270 mil mortes no Brasil. (Marcio James/AFP via Getty Images)
Pandemia já causou mais de 270 mil mortes no Brasil. (Marcio James/AFP via Getty Images)

Gerdson Damasceno, de apenas 36 anos, é um dos mais de 270 mil mortos registrados no Brasil por Covid-19 até a última quarta-feira. Como tantos, também, tentou formas alternativas e ineficazes de tratamento, fato ainda hoje lamentado por seus familiares.

“Ele tentou fazer sua recuperação em casa, tomou ivermectina”, lembrou o primo Bruno Belmont, em depoimento ao Estadão. “Ele era muito família. Nunca se espera que vai acontecer com a gente ou com uma pessoa próxima. A gente só começa a entender essa doença depois que um ente querido próximo adoece e falece, perde essa luta contra a Covid-19.”

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A ivermectina é um remédio que tem a utilização para tratamento precoce contra o coronavírus defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, mas já desacreditada por estudos científicos. A própria fabricante não recomenda o uso do remédio em casos de Covid-19.

Mas Gerdson insistiu no medicamento. Também demorou para buscar tratamento, acreditando estar apenas com uma “gripezinha”. Foram 11 dias de mal-estar até a internação. Mesmo contando com auxílio médico, ele não resistiu.

“Comorbidade, não tinha. Era atleta, jovem. Todos os dias ele caminhava no condomínio. Estava começando a fazer tênis e também ele fazia muito academia. Não fumava. Bebia socialmente, mas não vivia bebendo. Era solteiro, não tinha filhos. Morava com a mãe e com o padrasto. Era autônomo, mexia com compra e venda de carros, mas não tinha um negócio certo. A gente era muito próximo”, lamentou Bruno.

Gerdson é mais uma das vítimas da Covid-19 em meio à escalada do vírus no Brasil. Na última quarta-feira, o país voltou a bater o recorde de mortes em 24 horas, com 2.286, superando as duas mil pela primeira vez desde o início da pandemia.