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Primeiros resultados de projeto de vacina germano-americana são animadores

A sede da Pfizer em Manhattan, Nova York

A empresa alemã BioNTech e o laboratório farmacêutico americano Pfizer anunciaram nesta quarta-feira(01) resultados preliminares positivos do seu projeto conjunto de vacina contra o novo coronavírus em 45 participantes.

A vacina experimental BNT162b1 "é capaz de gerar uma resposta de anticorpos neutralizantes em seres humanos em níveis maiores ou iguais aos observados em plasmas convalescentes, e o faz em doses relativamente baixas", disse Ugur Sahin, CEO da BioNTech, em comunicado das duas empresas.

O soro ou plasma convalescente é coletado do sangue de pessoas que foram infectadas com SARS-CoV-2 e que se recuperaram.

Os dados preliminares são de um teste de fase 1/2 realizado nos Estados Unidos, que teve como objetivo verificar se a vacina não era tóxica e se desencadearia uma resposta do sistema imunológico para preparar o corpo para resistir ao vírus.

Quarenta e cinco pessoas com idade entre 18 e 55 anos participaram, e a maior parte recebeu duas doses com 21 dias de intervalo da vacina e de placebo, sem saber.

Mas um número relativamente grande de participantes teve febre após a segunda dose, de acordo com o estudo, publicado no site de pré-publicações científicas medrxiv.org.

A tecnologia desta vacina é baseada no RNA mensageiro, um código genético que é inserido nas células humanas para produzir anticorpos específicos para o coronavírus.

Várias empresas já publicaram resultados preliminares indicando que suas vacinas experimentais ativam uma resposta imune, após a fase inicial de seus testes clínicos, ou seja, em humanos.

Vinte e três projetos iniciaram esses testes, de acordo com a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, e vários já passaram pela segunda e até terceira fase, que consiste em aplicar a vacina em milhares ou dezenas de milhares de voluntários para ver se a mesma realmente impede o contágio.

A vacina da biotecnológica americana Moderna e a da Universidade de Oxford e laboratório AstraZeneca estão entre as mais avançadas em testes em grande escala, além de vários projetos chineses, em especial o da empresa CanSinoBIO, que já obteve autorização para ser aplicada em soldados do Exército chinês.