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Primeiro navio autônomo do mundo está pronto para zarpar

Gustavo Minari
·3 minuto de leitura

O primeiro navio autônomo do mundo está pronto para começar sua viagem de estreia, cruzando o oceano Atlântico de Plymouth, na Inglaterra, até a cidade de mesmo nome em Massachusetts, nos EUA.

O Mayflower 400 não foi feito para transportar pessoas, mas sim para realizar pesquisas sobre a poluição marinha e rastrear mamíferos aquáticos durante o trajeto que pode levar até três semanas para ser concluído.

A embarcação deveria ter partido rumo à América em setembro do ano passado, mas a viagem foi adiada por causa da pandemia. Agora, se tudo der certo, a inauguração em alto mar deve acontecer no dia 15 de maio.

Porto de Plymouth, na Inglaterra (Imagem: Reprodução/Tech Xplore)
Porto de Plymouth, na Inglaterra (Imagem: Reprodução/Tech Xplore)

Autossuficiente

O navio é um projeto desenvolvido pela organização de pesquisas marinhas ProMare e conta com a tecnologia da IBM para atravessar os mais de cinco mil quilômetros que separam as duas cidades.

A embarcação tem 15 metros de comprimento e pesa pouco mais de nove toneladas. A energia é garantida por painéis solares instalados na parte de cima e por um motor a diesel para turbinas de vento. Todo o sistema de dirigibilidade do Mayflower é automatizado, desde o leme robótico até os geradores de eletricidade.

"Ter um navio sem pessoas a bordo permite que os cientistas aumentem a área de atuação e possam observar uma região muito maior", disse a especialista em tecnologias emergentes da IBM, Rosie Lickorish.

Marinheiro de primeira viagem

Com o suporte tecnológico de Inteligência Artificial da IBM, os pesquisadores utilizaram sistemas de aprendizagem de máquina para ensinar o veículo a evitar obstáculos em alto-mar.

Para desenvolver a IA de bordo, o computador do Mayflower teve que aprender a identificar possíveis perigos marítimos, analisando milhares de fotografias. Já os dados coletados com mapeamentos em GPS, radares e câmeras ópticas serão usados para evitar colisões com outros navios.

Mapeamento feito por GPS (Imagem: Reprodução/Youtube EuroNews)
Mapeamento feito por GPS (Imagem: Reprodução/Youtube EuroNews)

“O Mayflower também teve que ser ensinado a desviar de outras embarcações, por isso ele foi primeiro para o mar para ter um aprendizado supervisionado. A embarcação automatizada usa seus "olhos" e "ouvidos" - um sistema sofisticado de seis câmeras e radar - para continuar aprendendo por conta própria”, explica o engenheiro Ollie Thompson.

Navegar é preciso

O navio autônomo foi treinado em cenários simulados para enfrentar calmarias e tempestades com ondas de até 50 metros de altura. Sozinho no oceano, ele será capaz de detectar e identificar a presença de mamíferos marinhos, reconhecer populações aquáticas e coletar amostras de microplásticos existentes na água. Além disso, ele será essencial para analisar a composição química e o nível do mar nas regiões por onde passar.

Apesar de ser completamente autônomo, todo o monitoramento do Mayflower 400 será feito em terra firme. Uma equipe na Inglaterra ficará a postos 24 horas por dia, pronta para assumir o controle da embarcação caso algo saia errado.

Todos os dados coletados durante a viagem serão oferecidos gratuitamente para que possam ser usados no futuro por empresas de navegação comercial.

Fonte: Canaltech

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