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Primeiro medicamento desenvolvido para o tratamento da COVID-19 está em estudo

Fidel Forato

Pesquisadores de todo o mundo desenvolvem medicamentos e, até mesmo, investigam drogas já existentes para o tratamento contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Pouco mais de seis meses da descoberta dese patógeno, pacientes selecionados começam a receber, agora, o primeiro medicamento desenvolvido, especificamente, para a COVID-19. Sua fórmula é composta por tipos de anticorpos de quem resistiu a essa infecção.

No momento, a nova droga está sendo testada em 32 pacientes internados, em diferentes dosagens, dentro de hospitais nos Estados Unidos. Caso esses testes iniciais sejam aprovados em aspectos de segurança, o medicamento, conhecido pelo nome de LY-CoV555, será estudado em pacientes contaminados pelo coronavírus, só que ainda não hospitalizados, no final de setembro.

Em tempo recorde, esse novo medicamento foi desenvolvido em apenas três meses, desde que as pesquisas foram iniciadas. Para obterem esses resultados, os cientistas se dedicaram na análise do sangue coletado de um paciente que foi diagnosticado com a COVID-19, nos EUA, ainda em fevereiro, a partir da amostra que continha anticorpos que se ligam ao vírus e o neutralizam.

Pesquisa norte-americana avalia eficácia de medicamento com anticorpos de sobreviventes para COVID-19 (Foto: reprodução/ Governo de São Paulo)

Expectativas

Dessa forma, o objetivo é transformar essa resposta imune muito bem-sucedida de um paciente contaminado pelo coronavírus em um medicamento que possa beneficiar diferentes perfis de pessoas. Isso significa que não são vacinas e nem oferecem imunidade permanente contra o vírus, ou seja, é uma proteção temporária que se pode estender por semanas ou meses.

No melhor dos cenários dos testes do novo medicamento, liderados pela farmacêutica Eli Lilly e pela empresa de biotecnologia AbCellera, com sede em Vancouver, uma versão sua já pode estar disponível até o final do ano para pacientes da COVID-19. Além desse case, outras empresas farmacêuticas estão testando seus próprios medicamentos baseados em anticorpos dos sobreviventes.


Fonte: Canaltech