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Primeiro medalhista do Brasil em Tóquio, Kelvin Hoefler trocou o surfe pelo skate por detestar água gelada

·2 minuto de leitura


O skatista Kelvin Hoefler se tornou neste domingo o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com a prata na modalidade street, e com isso garantiu o resultado mais expressivo de sua carreira, aos 28 anos.

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Mas antes de brilhar no skate, o paulista tentou praticar em outro esporte que também estreia no programa dos Jogos na capital japonesa, o surfe. Como não gostava nada de água fria, ele não durou muito tempo na atividade.

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Quando Kelvin era criança, seu pai, Eneas de Souza, chegou a comprar uma roupa emborrachada para o filho surfar, mas o tamanho era maior e, certa vez, ele quase se afogou. Resultado? Ficou traumatizado e quis mudar o foco. No skate, encontrou a felicidade.

O início aconteceu quando Hoefler tinha apenas oito anos, em uma pista improvisada dentro de casa, no Guarujá (SP). Com a ajuda do pai e da mãe, Roberta, ele fez uma mini rampa com obstáculos da cozinha até a garagem.

- Comecei no mar, mas odiava água gelada. Já não aguentava mais, e achava mais ‘daora’ andar de skate. No surfe também tinham uns caras meio chatos, e no skate todo mundo era amigo para caramba - disse Kelvin em entrevista à "Folha de São Paulo, publicada em junho.

O paulista, que é hexacampeão mundial, chegou a entrar no Guiness Book, o livro dos recordes, por ser o atleta com mais títulos do Campeonato Mundial de Skate no street pela World Cup Skateboarding (WCS). Ele também é campeão da Street League Skateboarding (SLS) e campeão do X Games. Hoefler chegou aos Jogos de Tóquio na quarta colocação no ranking da World Skate no street.

A carreira de Kelvin começou a dar certo em 2010, quando ele passou a competir internacionalmente. A Europa e os Estados Unidos eram destinos constantes. Uma lesão no joelho em 2011 chegou a atrapalhar alguns planos, mas ele retomou o foco e, em 2014, os prêmios já o colocavam num patamar de atleta de ponta. Nos últimos anos, ele foi um dos nomes mais importantes no processo de "transformação" do skate em modalidade olímpica.

O curioso é que o skatista havia reclamado das condições do palco da modalidade, no Ariake Sports Urban Park, dias antes da prova. Ao fazer os trabalhos de reconhecimento do local, o brasileiro avaliou que o risco de lesões era grande, pois a posta travava os movimentos.

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