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Primeiro lote de amostras lunares da Chang'e 5 é analisado na China

·2 minuto de leitura

Em 2020, a missão Chang’e 5, da China, coletou amostras da Lua e trouxe 1,7 kg de material para a Terra, que são as primeiras amostras do nosso satélite natural que recebemos desde 1976. Agora, uma parte das amostras obtidas foi distribuída entre 13 instituições chinesas, que já estão estudando-as para entender melhor o passado da Lua e até verificar a ocorrência e abundância de isótopos que possam ser usados como fonte de energia para a fusão nuclear. Além disso, pesquisadores já podem se cadastrar para estudar o próximo lote.

O material conta com grãos de solo e fragmentos de basalto e de vidro. Atualmente, o Beijing Research Institute of Uranium Geology está em busca de hélio-3 em uma amostra de 50 g das rochas lunares coletadas. Trata-se de um isótopo que é bastante raro na Terra, mas pode ser mais abundante na Lua em função da ação do vento solar, um fluxo de partículas carregadas vindas do Sol. Assim, os pesquisadores do instituto estão estudando o material já que o hélio-3 pode, futuramente, ser usado como combustível em usinas nucleares.

A cápsula com as amostras, recuperada no interior da Mongólia (Imagem: Reprodução/Our Space/ Wang Jiangbo)
A cápsula com as amostras, recuperada no interior da Mongólia (Imagem: Reprodução/Our Space/ Wang Jiangbo)

Para isso, o instituto está usando equipamentos que determinam a quantidade de hélio-3 presente na amostra, enquanto outros dispositivos aquecem o material até chegar a 1.000 ºC. “O objetivo principal do estudo é determinar o conteúdo de hélio-3 no solo lunar, os parâmetros de extração que indiquem a que temperatura o hélio pode ser extraído e como o isótopo fica preso ao solo”, explicou Huang Zhixin, pesquisador do instituto. Além disso, eles também estão em busca do urânio, um elemento radioativo que pode estar presente no material coletado.

Ian Crawford, professor de ciência planetária e astrobiologia na Universidade de Londres, vê a ideia com cautela. Para ele, seriam necessárias quantidades enormes de investimento e infraestrutura para minerar, extrair e transportar hélio-3 lunar, de modo que fontes de energia renováveis da Terra seriam alternativas preferíveis — mas mesmo assim, ele ressalta que existe, de fato, valor científico em analisar as concentrações do composto nas amostras.

Além disso, instituições de todo o país estão analisando o material para tentar entender melhor o passado da Lua. Li Xianhua, professor do Institute of Geology and Geophysics da Chinese Academy of Sciences (IGGCAS), está estudando as características isotópicas geoquímcias das amostras para determinar a idade delas e, quem sabe, confirmar a ocorrência de vulcanismo em algumas regiões de lá. “Os registros da Lua são bem antigos, então estudar sua evolução pode complementar a história da evolução da Terra”, disse ele à emissora estatal CCTV.

Fonte: Canaltech

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