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Primeiro lançamento em Alcântara deverá acontecer no segundo semestre de 2022

·3 minuto de leitura

A Agência Espacial Brasileira (AEB) anunciou um chamamento público no ano passado e outro neste ano, voltados a empresas nacionais e estrangeiras que tenham interesse em utilizar o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O primeiro rendeu propostas finais de nove empresas e a seleção de quatro delas, que seguem agora em negociação contratual com a Força Áerea Brasileira (FAB), a entidade que administra o CLA. Os processos estão em andamento, e os primeiros lançamentos podem acontecer no ano que vem.

O primeiro chamamento resultou na seleção da Virgin Orbit, Orion AST e Hyperion Rocket Systems, todas dos Estados Unidos, junto da canadense C6 Launch. De acordo com Carlos Moura, presidente da AEB, todas aceitaram as condições de uso do CLA. “O que está em negociação é a frequência e o cronograma de uso da base, os valores contratuais e os seguros necessários”, explicou. Já Marcello Correa de Souza, diretor do CLA, sugere que “essa etapa deverá ser concluída em seis meses e o primeiro lançamento espacial deve acontecer no segundo semestre de 2022”.

Representantes das empresas selecionadas durante o evento em que foram anunciadas (Imagem: Reprodução/AEB)
Representantes das empresas selecionadas durante o evento em que foram anunciadas (Imagem: Reprodução/AEB)

O primeiro edital publicado permite que as instalações de Alcântara sejam usadas para operações de foguetes de pequeno e médio porte, ou seja, aqueles que pesam até 100 toneladas e tenham até 30 m de altura. A Virgin Orbit irá utilizar a pista de 2,6 km do aeroporto que integra a base, que permite operar aviões de grande porte — que é o que a empresa faz com o avião Cosmic Girl, um Boeing 717 modificado para levar foguetes sob suas asas até determinada altitude, para serem liberados e seguirem viagem ao espaço. Já as demais empresas vão operar no Setor de Preparação e Lançamento da base, que tem três áreas de lançamento.

A Hyperion ficou com a Torre Móvel de Integração, estrutura criada para lançar o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e reconstruída após um acidente ocorrido em 2003, em que uma versão do VLS explodiu e matou 21 funcionários. Em paralelo, a área do Lançador de Porte Médio foi reservada para a Orion AST, que deve realizar lançamentos à altitude de 200 km. Por fim, a C6 Launch foi habilitada para o uso da área do Perfilador de Vento, cujas instalações de medidas da direção e velocidade do vento em grandes altitudes serão adaptadas para os lançamentos.

A Torre Móvel de Integração (Imagem: Reprodução/@tvbrasilgov/Twitter)
A Torre Móvel de Integração (Imagem: Reprodução/@tvbrasilgov/Twitter)

O outro edital, publicado em abril de 2021, segue em curso e irá selecionar um operador para a Área 4 do CLA, a única do complexo que tem a capacidade de realizar lançamentos orbitais com foguetes de grande porte — mas o edital não prevê que o local seja, obrigatoriamente, ocupado por lançamentos do tipo. “Temos cinco propostas em estudo; entre outubro e novembro esperamos anunciar a empresa habilitada a negociar com a FAB”, disse o presidente da AEB.

A agência espacial segue tentando atrair empresas para utilizar a base em função das inúmeras vantagens proporcionadas pela base: o CLA fica próximo à linha do Equador, uma localização privilegiada para lançamentos à órbita equatorial com até 30% de economia de combustível. Na prática, como menos combustível é necessário, o foguete fica mais leve e pode transportar mais cargas úteis. Além disso, a base tem abertura azimutal (a medida da abertura angular horizontal, que indica a amplitude que pode ser usada para o lançamento) de 107º, que permite colocar veículos em qualquer plano orbital.

Fonte: Canaltech

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