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Primeiro HD com capacidade de petabytes deve ser feito de... vidro

Ramon de Souza
·2 minutos de leitura

Se você ainda não passou por isso, um dia passará: compramos aquele HD de 1 TB acreditando ser a resolução de todos os nossos problemas, e, depois de um ano ou até mesmo alguns poucos meses, descobrimos que não se trata de tanto armazenamento assim. A tendência é que, com a reprodução de vídeos de altíssima qualidade e crescimento no setor de big data, a demanda por armazenamento só aumente.

E é por isso que as grandes companhias de tecnologia já estão focadas em projetar soluções que nos permitam guardar bem mais arquivos sem necessariamente reservar mais espaço físico. A Microsoft pode ser considerada uma pioneira nesse ramo — ela mantém, desde 2019, o Project Silica, que propõe usar dióxido de silício para criar um dispositivo óptico de armazenamento de dados que fosse mais eficiente do que os discos tradicionais.

O dióxido de silício, também conhecido popularmente como sílica, é o mineral mais abundante da crosta terrestre e principal componente da areia, além de ser matéria-prima para o vidro. O protótipo da Microsoft é, a grosso modo, um pedaço de vidro com 2,5 polegadas (mesmas dimensões de um HD portátil) com dados codificados internamente. Sua capacidade? 75,6 terabytes.

Para ser uma ideia, o HD tradicional de maior capacidade disponível no mercado aguenta 20 TB e é bem maior, medindo 3,5 polegadas. John Morris, CTO da Seagate, concorda que o vidro é o futuro do armazenamento e sinalizou que sua equipe de pesquisa e desenvolvimento está trabalhando em formas de utilizar o material. “O desafio é desenvolver sistemas que possam ler e escrever com uma taxa de transferência razoável”, diz.

De fato — por enquanto, os dispositivos de armazenamento óptico baseados em sílica são do tipo read-only (somente leitura), o que significa que os computadores só podem ler os dados que foram gravados no momento de sua fabricação, e não gravar novos arquivos em sua memória. Ademais, visto que ainda vai demorar para termos conexões de internet na faixa dos terabytes, tais trabalhos não precisam ser feitos com tanta pressa assim.

Fonte: Canaltech

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