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Primeiro site é desativado em Hong Kong pela lei de segurança nacional

·2 minuto de leitura
Confirmada primeira queda de site no âmbito da nova Lei de Segurança Nacional de Hong Kong

Uma operadora de Internet de Hong Kong afirmou, nesta quinta-feira (14), que foi obrigada a bloquear o acesso de um site após uma ordem da polícia, a primeira vez que algo semelhante acontece depois da entrada em vigor da lei sobre segurança nacional.

Diferentemente da vizinha China continental, os habitantes de Hong Kong dispõem de livre acesso à Internet, mas os detratores de Pequim temem que esta nova legislação marque o fim dessa liberdade.

Na semana passada, internautas da ex-colônia britânica afirmaram que não conseguiam acessar o site HKChronicles de alguns computadores.

Em um comunicado, seu proprietário disse acreditar que as autoridades haviam bloqueado o acesso.

A polícia não fez comentários, mas, nesta quinta-feira, uma das maiores operadoras de acesso à Internet da cidade, Hong Kong Broadband Network, confirmou ter recebido uma ordem que o obrigava a desativá-lo.

"Desativamos a conexão ao site para acatar a lei sobre a segurança nacional", declarou a empresa.

O HKChronicles, que ainda pode ser acessado no exterior e em Hong Kong por redes virtuais privadas, é um site polêmico.

Coletou relatos e imagens das imensas manifestações pró-democracia frequentemente violentas e que abalaram o território semiautônomo em 2019.

O portal tem uma atenção particular voltada para as denúncias sobre uso excessivo da violência por parte da polícia e apresentar uma lista de empresas que apoiam o movimento pró-democracia.

Quando a polícia começou a retirar as placas que permitiam identificar seus membros durante os confrontos com os manifestantes, o site começou a coletar os dados pessoais dos agentes.

Essa tática, conhecida como "doxing", consiste em divulgar as informações pessoais das pessoas com o objetivo de prejudicá-las e é ilegal em Hong Kong.

Na China continental, o acesso aos sites está restringido, graças a um "Great Firewall" - jogo de palavras entre a "Grande Muralha" ("Great Wall") da China e "firewall" -, usado nos sistemas informáticos para bloquear o acesso.

Os conteúdos nas redes sociais chinesas podem ser apagados, ou censurados.

Hong Kong permanece fora desse dispositivo, o que contribuiu para transformá-lo em um grande centro de negócios internacional.

Em junho, a China impôs uma lei de segurança nacional draconiana para acabar com os protestos. Esta legislação permite à polícia ordenar às operadoras de acesso à Internet que deletem sites, ou conteúdos considerados violatórios desse texto.

yz/jta/reb/juf/ia/mar/zm/aa/tt