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Primeira tartaruga-das-galápagos albina já registrada nasce em zoológico suíço

A primeira tartaruga-das-galápagos albina já registrada no mundo saiu de seu ovo em um zoológico em Servion, na Suíça, no primeiro dia de maio deste ano. As chances de isso acontecer, segundo os tratadores do zoológico, são de 1 em 100.000: na condição, o animal não produz melanina, e portanto apresentando cor branca (sem pigmento) na pele e casco, além de olhos vermelhos.

A mãe da pequena tartaruga, habitante do Tropiquarium, zoológico em questão, tem cerca de 100 quilos e pôs os ovos no dia 11 de fevereiro. Além da tartaruga-das-galápagos albina, outro filhote com pigmentação normal também saiu da casca recentemente, no dia 5 de maio, ambos pesando 50 gramas — eles foram levados a incubadoras pelos tratadores, antes de se reunir com a mãe, na última sexta (3).

Animais albinos e onde habitam

O nascimento da tartaruguinha surpreendeu os funcionários do zoológico, já que é a primeira vez na história em que vemos um espécime albino de tartaruga-das-galápagos: não há casos documentados na natureza. Especula-se que a ocorrência seja 5 vezes mais rara do que a de albinos humanos, que é de 1 em cada 20.000 pessoas. Nos animais, os olhos costumam ser vermelhos, pois refletem a cor dos vasos sanguíneos sob a superfície ocular, já que não têm pigmento.

O albinismo é uma condição genética recessiva, ou seja, ambos os pais precisam ter o gene para que o filhote seja albino, já que trazem apenas uma cópia deste (a menos que o animal já seja albino). Na natureza, além de sofrer mais danos com os raios ultravioleta, os animais albinos também são notados mais facilmente por predadores, dificultando sua sobrevivência e os impedindo, muitas vezes, de passar os genes à frente.

Ainda não se sabe se a pequena tartaruga-das-galápagos albina é macho ou fêmea, já que, nessa idade, a diferença física na espécie não existe. O único lugar onde podemos ver os filhotes dessas tartarugas é no zoológico — na natureza, os bebês somem, e os cientistas suspeitam que elas se escondam na mata para escapar dos ataques de falcões-das-galápagos, saindo apenas quando estão grandes o suficiente para que seja impossível carregá-las.

A espécie (Chelonoidis niger) tem uma expectativa de vida de 200 anos, e mesmo que a condição da nova filhote seja um perigo na natureza, o cuidado prestado pelos tratadores provavelmente permitirá que ela viva por muito tempo em cativeiro.

Fonte: Canaltech

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