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Primeira receptora de transplante facial nos EUA morre 12 anos após cirurgia

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Os médicos da Clínica Cleveland (E a D), os doutores Risal Djohan, Daniel Alam, Francis Papay e Maria Siemionow, após concluírem o transplante facial em Connie Culp, em dezembro de 2008
Os médicos da Clínica Cleveland (E a D), os doutores Risal Djohan, Daniel Alam, Francis Papay e Maria Siemionow, após concluírem o transplante facial em Connie Culp, em dezembro de 2008

Connie Culp, a primeira receptora de um transplante facial nos Estados Unidos, morreu aos 57 anos, confirmou neste sábado (1) a Cleveland Clinic do estado de Ohio, onde ela se submeteu à delicada operação há quase 12 anos.

O centro de saúde não mencionou a causa da morte, ocorrida na noite de sexta-feira em mensagem em sua conta no TWitter, citando um de seus médicos, Frank Papay, que se referiu a ela como uma "grande pioneira".

"Sua decisão de se submeter a um procedimento às vezes desanimador é um presente duradouro para toda a humanidade", acrescentou Papay, diretor do Instituto de Dermatologia e Cirurgia Plástica da clínica.

Culp ficou gravemente ferida em 2004, quando seu marido atirou nela para depois atirar em si próprio.

O impacto da bala destroçou seu nariz, bochechas, o palato e o olho direito. Os ferimentos do companheiro foram muito menores e ele acabou ficando preso por sete anos por causa do ataque.

Culp passou por 30 cirurgias antes de se submeter ao transplante em 2008 na Cleveland Clinic, um procedimento intensamente complexo, que levou 22 horas durante dois dias.

Mas a operação, realizada no mundo apenas poucas dezenas de vezes, pode representar uma luta para o resto da vida para que o corpo não rejeite o tecido implantado. E os remédios destinados a evitar esta rejeição podem provocar uma série de infecções e até mesmo o câncer.

Após a operação, esta mulher, mãe de dois filhos, se dedicou a dar palestras sobre violência doméstica e incentivar outras pessoas que se submeteram a transplantes de face, inclusive Charla Nash, uma cidadã de Connecticut, que foi mutilada após o ataque do chimpanzé que criava como animal de estimação.