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Pride: mês do orgulho LGBTQIA+ traz redes sociais como palco para diversidade

·4 minuto de leitura

Nesta segunda (28), comemora-se o Dia Internacional do Orgulho LGBT, e por isso, o mês de junho inteiro costuma ser dedicado a essa pauta. Mas numa era tomada completamente pelo digital, o Canaltech lança a pergunta: de que maneira a internet tem colaborado para a luta dessa comunidade?

As redes sociais passaram por uma verdadeira transformação no que diz respeito a ser um local de discussão acerca da diversidade. Gradativamente, a comunidade passou a conquistar seu espaço, e agora está presente no YouTube e nas outras redes sociais, por meio dos criadores de conteúdo. É o caso da influenciadora digital Tami Ferreira, que utiliza o espaço para levantar a bandeira.

"Eu trabalho com internet há 6 anos e antes não tinha um terço do tanto que temos agora. Vejo que as pessoas estão abraçando a ideia e abrindo a mente para essas questões", analisa a influencer. "Estamos inovando e ganhando mais espaço na mídia a cada dia que passa. Acredito que essa evolução ainda tem muito a melhorar e que não seja somente em junho", observa.

Para Tami, a importância de se utilizar as redes sociais para fomentar essas discussões está em abranger um grande público tanto mais jovem quanto mais velho, que antes não tinham essa informação. "É importante ter campanhas em massa sobre o assunto. Quando é muito falado, as pessoas automaticamente param pra ver e estudar mais sobre", acrescenta.

Questionada sobre o que se deve ter em mente ao ser uma influenciadora que aposta em conteúdos voltados à cultura LGBTQIA+, Tami menciona a certeza ao falar sobre o assunto de uma forma respeitosa. "Eu sou uma mulher cis lésbica e levanto essa bandeira respeitando todas as outras, embora eu sempre esteja estudando para saber mais sobre [as outras letras que compõem a sigla]. Então temos que ter responsabilidade em falar do assunto de uma forma que seja leve e que passe a mensagem de amor", conclui.

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Para entender a visão dos internautas sobre o assunto, conversamos com Rozana Barroso, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que faz parte da comunidade LGBTQIA+. Rozana conta que tem reparado um aumento no debate acerca da diversidade. "Na internet vemos muitos jovens engajados e isso também acontece na escola. A violência e o preconceito continuam, mas dá para ver uma turma bem mobilizada via redes sociais, debatendo, formando e compartilhando conhecimento", opina.

Rozana aponta que é muito importante ter esse debate nos meios de comunicação e nas redes sociais. "Assim podemos compartilhar esse conhecimento, esse respeito, e entender que o nosso país é diverso. No mês do orgulho, antecipamos todos os dias pra lembrar a todo mundo que nós lutamos é para viver. Nós lutamos em todos os meses, nós lutamos todos os dias, a cada momento, a cada hora, a cada segundo, mas nesse mês a gente se dedica a falar ainda mais sobre um Brasil inclusivo", aponta a estudante.

"É um mês muito importante de diálogo, de conteúdo de luta, de amor, porque nós temos orgulho de ser o que somos, mas nós queremos ver um Brasil que se orgulhe também. Por ser diverso, saiba respeitar essas diferenças e que nós temos o direito de amar quem a gente quiser", conclui Rozana.

Parada Virtual

E quando se fala de orgulho LGBTQIA+ aqui no Brasil, automaticamente vem à mente a Parada de São Paulo, que desde o ano passado, por conta da pandemia, passou a ser virtual, como apenas uma das provas de que a internet vem se tornando palco para essas discussões. Diego Oliveira, Secretário da ONG APOLGBT-SP, conta que o processo de levar a parada para o YouTube no ano passado teve que ser rápido, devido a não saber como seriam os próximos meses, com direito a um tempo curto para organização, produção e levantamento de recursos.

"O principal desafio foi fazer um evento com [um público] médio de 3 milhões de pessoas virar algo menor com uma equipe menor de trabalho e tentar conectar as pessoas com a mesma energia que seria na Avenida Paulista", relembra o Secretário. Mas esse ano não foi mais fácil conduzir a parada dessa forma virtual. "Sempre um desafio. Seja virtual ou física, a Parada demanda muita energia", afirma.

Oliveira ressalta que muitas pessoas da comunidade LGBT+, na internet encontram um local de acolhida e informação, e a ONG responsável por realizar a Parada há 24 anos precisa acompanhar este momento do mundo, de conexão pelas redes sociais para alcançar mais pessoas. "Muitas delas não podem ir a nossas ações físicas", aponta.

Questionado sobre a importância de enxergarmos a internet como um local de discussão sobre sexualidade, identidade de gênero e diversidade, Diego conclui: "Um local que não tem limitação fisica, onde por exemplo conseguimos criar conexões com pessoas ao redor do mundo para compartilhar experiências, e cabe aqui lembrar que a internet não é mais terra sem lei, discursos de ódio/homofóbicos devem ser denunciados sempre, porque eles podem, sim, limitar a compreensão de temas tão importantes para nossa sociedade, como a questão da diversidade".

Fonte: Canaltech

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