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Previsão para taxa terminal do Fed atinge novo pico e abala ações e títulos

Fachada do Federal Reserve, em Washington

Por Davide Barbuscia

NOVA YORK (Reuters) - As expectativas sobre o quanto o Federal Reserve será agressivo ao aumentar a taxa de juros em sua atual luta contra a inflação atingiram uma nova máxima nesta semana, o que exacerbou pressões sobre ações e títulos.

Conforme investidores aguardam outro grande aumento do custo dos empréstimos por parte do banco central dos Estados Unidos em sua reunião de 20 a 21 de setembro, números de inflação acima do esperado elevaram as apostas para a chamada taxa terminal do Fed, que agora é projetada em 4,45%, mostraram dados da Refinitiv.

Esse nível está mais de 2 pontos percentuais acima da atual taxa de juros de referência, e se compara à projeção de um pico de cerca de 3,7% há apenas um mês.

Juros mais altos são um fator potencialmente indesejado para as ações, que subiram durante o verão norte-americano, enquanto os rendimentos dos títulos, que se movem inversamente aos preços, recuaram de suas máximas na esperança de que o Fed moderaria o ritmo dos ajustes na taxa básica.

Essas esperanças foram frustradas no início desta semana, quando o índice de preços ao consumidor dos EUA para agosto mostrou que a inflação ficou em 8,3% em base anualizada, acima das previsões de economistas de taxa de 8,1%.

"Acho que o Fed vai colocar outros 150 a 200 pontos-base de aumentos de juros no mercado, mas é a velocidade com que eles farão isso... que é meio que o debate neste momento", disse Jeffrey Sherman, vice-diretor de investimentos da DoubleLine.

As expectativas de um Fed mais agressivo no combate ao salto dos preços também impulsionaram os rendimentos reais, que mostram quanto um investidor pode ganhar anualmente ao deter um título do governo dos EUA. Uma alta desses retornos tende a enfraquecer o fascínio de ativos mais arriscados.

E o quadro não é muito mais animador para a dívida corporativa.

“Investidores não parecem ter muita confiança na capacidade do Fed de projetar um pouso suave (ou não tão difícil)”, disse Danielle Poli, co-gerente de portfólio do Oaktree Diversified Income Fund.