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Prevalência da Covid-19 em São Paulo atinge patamar recorde, aponta estudo da Prefeitura

Dimitrius Dantas
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO — A cidade de São Paulo atingiu a maior prevalência de Covid-19 desde o início da pandemia, apontou novo inquérito sorológico apresentado pela Prefeitura de São Paulo. Segundo o estudo, 16% da população já foi infectada pelo vírus e desenvolveu anticorpos. Nas outras dez fases da pesquisa, essa taxa não tinha superado 14,1%.

Com a margem de erro, a incidência da Covid-19 na cidade pode estar entre 13,1% e 19,3%. O inquérito sorológico é uma pesquisa que realiza testes de Covid-19 em toda a cidade para a estimativa de quantas pessoas já tiveram contato com o vírus.

O resultado foi apresentado um dia depois do governo estadual anunciar um "toque de restrições", com o endurecimento à fiscalização contra aglomerações no estado de São Paulo.

— Na pesquisa que fizemos tendo por base 1745 coletas, houve 281 positivados, dando um resultado de 16% de pessoas na cidade que já tiveram contato com vírus — afirmou o secretário da Saúde, Edson Aparecido.

Nesta fase, a Prefeitura observou um aumento da prevalência sobretudo na Zona Leste da cidade. O secretário se demonstrou preocupado particularmente com a proporção de pessoas assintomáticas no estudo. Entre aqueles que apresentaram resultado positivo no teste realizado, 43% estavam assintomáticos.

— Sempre tivemos, em média, a constatação de uma taxa de assintomáticos que girava em torno de 30%. Houve um aumento na última fase da pesquisa e agora chegamos a 43% de assintomáticos, o que mostra a necessidade do cuidado. É preciso atenção para uso de máscaras em todas as situações pois quanto mais pessoas assintomáticas com a doença, a transmissibilidade se acentua — afirmou Edson Aparecido.

Nesta quinta-feira, a Prefeitura anunciou a antecipação da vacinação para a população acima de 80 anos, que estava prevista para iniciar apenas na segunda-feira. Agora, ela começará neste sábado. Além disso, o prefeito Bruno Covas afirmou que o sistema de saúde na cidade começará a vacinação de profissionais de saúde acima de 55 anos e de 3,5 mil funcionários da Secretaira de Assistência e Desenvolvimento Social que trabalham em contato com idosos e com a população de rua.

Além disso, na quarta-feira, a Câmara Municipal aprovou um projeto que permite que a Prefeitura adquira diretamente vacinas de laboratórios. A Prefeitura afirmou que irá estudar a viabilidade de compra de doses de laboratórios que tiverem seus imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em relação ao "toque de restrições" anunciado pelo governador João Doria nesta quarta-feira, o prefeito Bruno Covas afirmou, entretanto, que não há nenhuma mudança planejada na cidade. A Prefeitura, afirmou, ainda aguarda a publicação do decreto pelo governo estadual no Diário Oficial.

— Estamos aguardando o que é esse toque de restrição até para que a gente possa nos preparar. De qualquer forma, a fiscalização em relação a pessaos é da Polícia MIlitar. A Prefeitura faz a fiscalização de estabelecimentos, seja por meio da Vigilâcnai Sanitária, seja pelos fiscais da Subprefeitura — afirmou.

Ao apresentar os cenários da situação epidemiológica na cidade, o secretário de Saúde do município, Edson Aparecido, destacou que a Prefeitura espera um aumento dos casos de doenças respiratórias no estado no final deste mês. Essa previsão é baseada em modelos estatísticos que corrigem o atraso entre a internação e a notificação no sistema de saúde. O secretário apontou o contexto pós-Carnaval e também a circulação de novas variantes da Covid-19 como possíveis responsáveis por esse crescimento.

— Quando corrigimos esse atraso, há uma clara tendência do aumento de casos de Síndrome Gripal a partir de fevereiro deste ano. Embora tenha uma queda nas primeiras semanas de fevereiro, quando fazemos a correção, é nítido que devemos ter um acentuamento de casos de síndrome gripal na cidade este final de mês — afirmou.