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Pressionado pelo MPF, governo diz que feijão de pastor não cura coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro sorri durante encontro com o apóstolo Valdemiro Santiago

O Ministério da Saúde publicou em seu site um alerta de que são falsos os feijões vendidos pelo apóstolo Valdemiro Santiago como cura para a Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

A ação do governo contra o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ocorreu por pressão do MPF (Ministério Público Federal), que abriu investigação contra o pastor evangélico por estelionato (ele sugeria de R$ 1 mil dos fiéis pelas sementes).

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"O Ministério da Saúde informa que não há, até o momento, produto, substância ou alimento que garante a prevenção ou tratamento do coronavírus", escreveu a pasta em seu site. "Conforme determinação do MPF, o Ministério da Saúde esclarece que é falso que o plantio de sementes de feijão, comercializados pelo líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, leva à cura ou serve para prevenção da covid-19", informou o ministério.

A mensagem do Ministério da Saúde sobre "feijão que cura coronavírus" é acompanhada de um selo que adverte: "Isto é Fake News! Esta notícia é falsa - Não divulgue".

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Em vídeo já retirado do ar pela Justiça, o apóstolo pediu para as emissoras de TV produzirem reportagens sobre o milagre do feijão, o que é falso: "Na última reunião de bispos e pastores, apresentando com exame, com laudo médico, gente curada de coronavírus. Em estado terminal, podemos dizer assim. Gravíssimo, num estado muito avançado. E Deus operou e fez maravilha. E tá ali o exame, para quem quiser”.

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