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Pressões de preços do Japão aumentam com empresas abandonando modelo de "deflação", diz autoridade do BC

Pedestre caminha perto da sede do BC do Japão em Tóquio

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O Japão pode ver a pressão inflacionária aumentar à medida que mais empresas se afastam de um modelo de negócios que funcionou sob um período prolongado de deflação, disse Seiji Adachi, membro da diretoria do banco central, nesta quinta-feira.

Mas ele alertou que é "prematuro" apertar a política monetária agora, já que a inflação continua abaixo da meta de 2% do banco central e a economia ainda não se recuperou totalmente da pandemia de Covid-19.

"Com o impacto da pandemia continuando, mudar para uma política monetária mais apertada agora causaria enormes danos às atividades empresariais e domésticas", disse Adachi em um discurso.

Adachi disse mais tarde durante briefing que o banco central do Japão poderia considerar a normalização da política monetária se a inflação ao consumidor que elimina fatores pontuais, como custos de combustíveis e alimentos frescos, se aproximar de 2%.

Essa medida da inflação, que reflete a força da economia, "pode chegar perto de 2% se as empresas continuarem repassando custos mais altos aos consumidores", disse ele a repórteres, acrescentando que há riscos positivos e negativos para as perspectivas de preços do Japão.

Um índice de inflação japonês que exclui custos de alimentos frescos e combustíveis subiu 0,8% em abril, sinal de que a pressão inflacionária ainda precisa se expandir para setores mais amplos da economia.

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