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Pressão de tancagem de etanol e moagem podem neutralizar tributos, diz Safras

Posto de combustíveis no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - A retomada da cobrança do PIS/Cofins para o etanol, prevista para 28 de fevereiro, ocorrerá em um período em que algumas usinas estarão iniciando ou próximas de iniciar a moagem da safra 2023/24 do centro-sul do Brasil, o que tende elevar a oferta de etanol, potencialmente neutralizando o impacto do retorno dos tributos nos preços, avaliou nesta segunda-feira um analista da Safras & Mercado.

A expectativa da consultoria é de que, das cerca de 250 usinas do centro-sul, mais ou menos 20 a 24 devam antecipar o início da moagem entre o final de fevereiro e início de março, notou o especialista Maurício Muruci, que também espera uma "pressão de tancagem" nos preços do etanol, com a liberação de estoques velhos para acomodar o produto da nova safra, que começa oficialmente em abril.

"Essas usinas voltando no período que cai a prorrogação (da isenção) de 60 dias, vai haver um aumento forte na pressão de tancagem, quando as usinas têm que escoar os estoques da safra velha para abrir espaço para etanol da safra nova", afirmou ele, ao ser questionado sobre o assunto.

"Geralmente, essa pressão de tancagem resulta em queda de preços. Isso aconteceria de qualquer forma, mas a questão tributária neste momento pode ser neutralizada pela pressão de tancagem", acrescentou o analista de Safras & Mercado.

Isso pode ajudar o governo, que decidiu prorrogar a isenção dos tributos, entre outros fatores, para manter a inflação sob controle. A isenção da tributação federal da gasolina também foi prorrogada até o final de fevereiro, enquanto diesel, biodiesel e gás de cozinha ficarão isentos até o final de 2023.

O analista da consultoria disse ainda que o primeiro trimestre é tradicionalmente um período em que a demanda de etanol é menor no mercado interno, algo também baixista para os preços.

Outro fator negativo para as cotações no início do ano é que, em geral, as usinas começam a safra destinando a maior parte da cana para a produção de etanol, por questões operacionais, antes de iniciarem uma fabricação de açúcar mais regular.

"As cinco primeiras quinzenas têm mix médio entre 70% e 100% de (cana para) etanol... A pressão de oferta começa forte", disse.

Muruci também lembrou que as distribuidoras estão bem estocadas de etanol, após terem corrido às usinas em dezembro, diante da expectativa de que acabaria a desoneração.

"Esses estoques foram formados a preços mais baixos, eles terão de ser carregados até fevereiro. Inicialmente, a operação deveria ter sentido econômico já na virada de janeiro", ponderou.

Analistas do BTG Pactual estimaram impacto anualizado da desoneração do etanol de até 7% no Ebitda das empresas de açúcar e etanol, caso a desoneração continue além de março, colocando um "piso mais baixo" para a cotação do açúcar também.

Segundo relatório, os preços do etanol hidratado, no modelo do BTG, estão em torno de 2,9 reais/litro, mais ou menos em linha com o valor atual na usina.

O PIS/Cofins para o etanol era de 24 centavos de reais por litro, antes de ser zerado, segundo dados do governo.

(Por Roberto Samora; com reportagem adicional de Gabriel Araujo)