Mercado fechado
  • BOVESPA

    119.564,44
    +1.852,44 (+1,57%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.399,80
    +71,60 (+0,15%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,07
    -0,56 (-0,85%)
     
  • OURO

    1.784,10
    -0,20 (-0,01%)
     
  • BTC-USD

    56.926,39
    +2.170,29 (+3,96%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.465,19
    +59,89 (+4,26%)
     
  • S&P500

    4.167,59
    +2,93 (+0,07%)
     
  • DOW JONES

    34.230,34
    +97,31 (+0,29%)
     
  • FTSE

    7.039,30
    +116,13 (+1,68%)
     
  • HANG SENG

    28.417,98
    -139,16 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    29.174,95
    +362,32 (+1,26%)
     
  • NASDAQ

    13.513,00
    +22,00 (+0,16%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4253
    -0,0016 (-0,02%)
     

Pressão de entregas aumenta riscos e contêineres perdidos no mar

Ann Koh
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Contêineres empilhados em navios gigantes que transportam de pneus de carro a smartphones estão sendo perdidos a uma taxa alarmante, com milhões de dólares em cargas caindo no fundo do oceano, já que a pressão para acelerar as entregas aumenta o risco de erros de segurança.

A indústria de navegação registra o maior salto em contêineres perdidos em sete anos. Mais de 3.000 caixas caíram no mar no ano passado, e pelo menos 1.000 foram perdidas no oceano no acumulado de 2021. Os acidentes desorganizam as cadeias de suprimentos de centenas de varejistas e fabricantes dos EUA, como Amazon e Tesla.

Existem várias razões para o aumento repentino de acidentes. O clima está mais imprevisível, enquanto navios são cada vez maiores, permitindo que os contêineres sejam empilhados mais alto do que nunca. Mas, para agravar a situação, está o aumento do comércio eletrônico com a forte demanda dos consumidores na pandemia, colocando mais pressão sobre armadores para entregar produtos o mais rápido possível.

“Com a maior movimentação de contêineres, esses navios muito grandes estão muito mais próximos da capacidade total do que no passado”, disse Clive Reed, fundador da Reed Marine Maritime Casualty Management Consultancy. “Há uma pressão comercial para que os navios cheguem a tempo e, consequentemente, façam mais viagens.”

Depois que ventos fortes e grandes ondas atingiram em novembro o One Apus, de 364 metros, causando a perda de mais de 1.800 contêineres, imagens mostraram milhares de caixas de aço espalhadas como peças Lego, algumas destroçadas em pedaços de metal. O incidente foi o pior desde 2013, quando o MOL Comfort se partiu em dois e afundou com toda a carga de 4.293 contêineres no Oceano Índico.

Em janeiro, o Maersk Essen perdeu cerca de 750 caixas enquanto navegava de Xiamen, na China, para Los Angeles. Um mês depois, 260 contêineres caíram do Maersk Eindhoven quando perdeu energia em mares agitados.

A necessidade de velocidade piora as condições de navegação, que podem causar desastres rapidamente, de acordo com especialistas em transporte marítimo. Os perigos variam de estivadores que fixam incorretamente as caixas em cima de outras a capitães que não desviam de uma tempestade para economizar combustível e tempo, pois enfrentam a pressão dos fretadores, disseram. Um movimento equivocado pode colocar cargas e tripulação em risco.

As chances de acidentes aumentaram à medida que trabalhadores marítimos exaustos enfrentam piores condições durante a pandemia. A Allianz Global Corporate & Specialty estima que o erro humano contribui para pelo menos 75% dos acidentes e fatalidades no setor de transporte marítimo.

Com 226 milhões de contêineres transportados a cada ano, a perda de 1.000 ou mais pode parecer, bem, uma gota no oceano. “É uma porcentagem muito pequena perdida”, disse Jacob Damgaard, diretor associado de prevenção de perdas da Britannia P&I, durante conferência em Cingapura em 23 de abril. “Mas é quase 60% do valor monetário de todos os incidentes com contêineres.”

Com uma média de US$ 50.000 por caixa, as perdas do One Apus foram estimadas em US$ 90 milhões somente com cargas, a maior da história recente, segundo Jai Sharma, sócio do escritório de advocacia marítima Clyde & Co., em Londres. As perdas totalizaram cerca de US$ 54,5 milhões neste ano, segundo dados da Bloomberg.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.