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Pressão contra China no 5G deve continuar mesmo com mudança na Casa Branca, diz membro do governo Trump

RICARDO DELLA COLETTA
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O subsecretário de Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado americano, Keith Krach, afirmou nesta nesta quarta-feira (11) que a ação dos Estados Unidos para limitar a participação da Huawei nas redes de 5G continuará sendo uma prioridade de Washington, não importa quem esteja na Casa Branca. Com isso, Krach — que está em visita oficial ao Brasil — indicou que as pressões americanas junto ao governo brasileiro para banir a empresa chinesa da tecnologia de telecomunicações de quinta geração deve permanecer com o democrata Joe Biden no poder. "Esse tema relacionado ao Partido Comunista Chinês é bipartidário e unifica os dois lados da política americana, democratas e republicanos. Não vai mudar. Os dois lados entendem a significância estratégica do 5G e as suas implicações. É uma grande mudança de paradigma tecnológico e democratas e republicanos entendem que a Huawei é a empresa mais importante para a China, que ela é a extensão do seu estado de vigilância", disse Krach, em conversa com jornalistas em Brasília. Na noite de terça (10), Krach participou no Itamaraty de um ato em que o governo brasileiro declarou apoio aos princípios do Clean Network, uma iniciativa americana sobre segurança nas redes que tem como alvo limitar a presença chinesa no setor. Trata-se de mais uma indicação do governo brasileiro de que pretende bloquear ou ao menos limitar a presença da empresa chinesa no futuro mercado de 5G. O leilão das frequências do 5G no Brasil está previsto para o ano que vem. Segundo interlocutores do setor, os princípios do Clean Network são compromissos que os países prometem seguir na área de segurança de redes. Dessa forma, a adesão do Brasil não significa o banimento da Huawei, mas é uma sinalização relevante de que o governo pretende seguir esse caminho no futuro. O Departamento de Estado não usa meias palavras para definir os objetivos da iniciativa. Em seu site, a diplomacia americana diz que o Clean Network é uma abordagem para proteger a privacidade de cidadãos e as informações sensíveis de empresas de "intrusões agressivas de atores malignos, como o Partido Comunista Chinês. Embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman, foi na mesma direção de Krach e ressaltou que o cerco às empresas chinesas na área de telecomunicações é uma prioridade bipartidária em Washington. "Claro que não temos uma bola de cristal, não podemos prever o futuro. Mas existe um amplo consenso nos EUA que isso é importante e acho que foi isso que o subsecretário [Krach] disse durante a sua fala", disse. Na conversa com jornalistas, Krach e Chapman não comentaram a turbulência que ocorre no momento na transição americana. Donald Trump se recusa a reconhecer a derrota para Biden e o secretário de Estado, Mike Pompeo, disse na terça que haverá uma transição pacífica para um segundo mandato do republicano. Krach e Chapman não citaram Trump ou Biden. Mas o subsecretário destacou a importância do que chamou de transição pacífica de poder. "Não há questão que, em termos de segurança nacional, uma transição suave e garantir que todos estão trabalhando duro para passar o bastão... Eu sei que que o secretário Pompeo e todos nós estamos comprometidos com isso".