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Presidente do Senado diz que não se pode condicionar retorno do auxílio a protocolo fiscal do governo

Ricardo Brito
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Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta segunda-feira que não se pode condicionar a adoção de um auxílio financeiro aos mais vulneráveis à votação de propostas que compõem o chamado "protocolo fiscal" do governo.

"Nós não podemos condicionar a realização disso porque a emergência e urgência para a assistência social não pode esperar", disse ele, em entrevista concedida à GloboNews.

Segundo Pacheco, após relatar conversas que vêm ocorrendo desde a semana passada com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), há uma perspectiva de que haja uma reação do governo "mais imediata" para a retomada de um auxílio emergencial.

"Estou muito otimista de que possamos ter uma solução nesta semana", avaliou ele.

Contudo, o presidente do Senado ressalvou que é preciso compatibilizar uma forma de auxílio com as contas públicas, sem ter detalhado como isso poderia ocorrer.

O presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica vinham dizendo desde o ano passado ser contrários a uma eventual prorrogação do auxílio emergencial --que foi encerrado em dezembro. Mas, diante da pressão dos novos comandantes da Câmara e do Senado e de aliados no Congresso, o governo começa a suavizar o discurso e acenar com uma solução temporária e em um valor menor de ajuda financeira.

Pacheco disse que pretende instalar nesta terça-feira a Comissão Mista de Orçamento, bastando alinhar isso com o presidente da Câmara, com o objetivo de votar o Orçamento de 2021 "o mais breve possível" --esse texto deveria ter sido aprovado ainda no ano passado.

Ele afirmou ainda ser a favor de uma reforma tributária, desde que ela não signifique um aumento de impostos no Brasil.

O presidente do Senado disse que, das prioridades para este ano, a vacinação da população contra Covid-19 é a principal delas. Destacou que é preciso respeitar a posição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação a prazo de análises de registro de imunizantes, mas não se pode criar dificuldades para dar à população acesso à vacina.